“PAPIRUS em nova fase - em nova temporada - ALÉM DO PRINCÍPIO DO PRAZER
BLOG - STEER RH CONTATO













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Mais além do Princípio do Prazer
 Em .A. aprecio e daí, atrevo-me
 Absorvendo mim Mesmo
 Anti-Marmotagem
 Aquarela das Cores
 Em .B. bailo ao bel-prazer
 Botequim Poético
 Breves Histórias Cotidianas
 Em .C. cadencio em movimentos
 Celebreiros
 Em .D. desejo em desmensura
 De Gaulle Tinha Razão
 Dígito
 Em .E. efervecente emoção
 Ensaios do Eu
 Escucha me Porra
 E tenho dito
 Eterno Amor de Platão
 Em .F. farto-me da fome
 Feita em Versos
 Em .G. garimpo gozos
 Grande Onda
 Giramundo (...) Girassol
 Em .H. de haver faço harmonia
 Em .I. me inspiro com impudor
 Em .J. faço jus
 Em .L. latejo em labirintos
 Em .M. descubro outros matizes
 Mamas e Tramas
 Marcelo Brettas
 Moacir Caetano
 Monolito
 Mude
 Muiraquitã
 Em .N. norteio o que vinga
 Neurotóxicos e Chuvas Esparsas
 No Problem
 No Lado Escuro da Lua
 Em .O. observo o oculto e ouso
 Em .P. percorro-me em paixão
 Patrícia Costa
 Pérolas de Pérola
 Primícias Poéticas
 Em .Q. alimento meu querer
 Em .R. reedito o risco
 RevelAções
 Revelando Segredos
 Em .S. saboreio e me sincronizo
 Sabor de Gente
 Semeando Palavras
 Sem Pé Nem Cabeça
 Shilolo
 Em .T. tesão, textura e talento
 Textura
 Troca Letras
 Em .U. me umideço e ultrapasso
 Em .V. valorizo e verborrageio
 Vergonha dos Pés
 Véu de Maya
 Vida como uma Rosa
 Em .W. viro wildiana
 White Star
 Em .X. xereteio
 Em .Z. zanzo em zás-tras
 
 FOTO RABISCOS
 Ady Morena
 Kele Santana
 Moacir Caetano I
 Moacir Caetano II
 Moacir Caetano III







ALÉM DO PRINCÍPIO DO PRAZER
 

O OUTRO LADO DO DIA

(por Decca, Marcelo Brettas e Moacir Caetano)

 

Acordou...
À sua frente, se descortinava o sol, lambendo seus cabelos desgranhados.
Começou a se espreguiçar lentamente, sentindo o ar fresco da manhã deslizar por sua pele... uma preguiça gostosa...

Então se lembrou do corpo!

Olhou ao seu lado e ele ainda estava lá! Mas não era esse o seu costume, alguns dias, ao amanhecer, podia estar em qualquer outro lugar, menos lá. Tinha essa prática de dar voltas a noite enquanto a cabeça dormia. Porém notou que trazia consigo, um ar diferente. Naquela noite havia caminhado por terrenos muito diferentes. Nada do que vira lembrava imagens com as quais estamos habituados nessa vida, cá na terra. Fez amor com formas que lembravam pedras, foi acariciado por seres disformes e gosmentos. Sem abrir a boca tanto conversou e muitas vozes ouviu. Fechou os olhos. Abriu e fechou-os repetidas vezes. O corpo continuava lá! A cabeça não.



 Rabiscado por Decca às 09h31 [] [envie este rabisco]


DIA DE SORTE

Fora abandonada no altar. Estava com o vestido adornando os sonhos, um nome escolhido pro filho e uma idéia de um rosto misturado. Teria um pouco de cada um. Não tinha barriga ainda. Mal tinha se deitado com o moço. Não estava nem prenha. Era moço bom, queria filho. “Queria ela!”, pensava. Menino? Menina? Tanto fazia, mas no íntimo, queria mesmo era uma menina, mas se fosse um menino, estava decidido que amaria igual. Era moça boa. Lembrou da grinalda e ainda estava lá, presa ao véu e ela ao altar diante do padre que não parava no lugar. Parecia até que era o coitado que ia se casar. Alguém avisara errado que vira o noivo chegar. Entrara na música e lá estava ela. Tinha casório depois, precisavam se apressar. Já não se sabia mais quem era convidado de quem. Viu o Tião da Farmácia e nem convidou. Era moça direita e o rapaz tinha olhos para ela. Por vez, se engraçara. A irmã disse que ele veio para o outro casório. “Então, assim tava certo”, pensou a moça. Na porta nem sinal do futuro marido, “mas vinha, ele disse que vinha!”, falou baixinho enquanto secava o suor do rosto, ajeitava a saia e lembrava que esquecera de passar a prega desamassada errado. Era cuidadosa com a casa nova também. Tinha paninho em cima do fogão e da geladeira. Na fruteira tinha a fruta que o noivo gostava. Ia ser marido em breve. Precisava ainda se acostumar. “E onde será que estava ele mesmo? Porque demorava?” O noivo chegou, mas era o do outro casório. Mal conhecia. Veio gentil o moço pedindo para casar primeiro, “tava com pressa”, pensou “e o que é que tem, tava ali só esperando mesmo”. Sorriu como se desejasse: “sorte", aproveitou a música da noiva que entrava e saiu. O Tião não assistiu ao casório. Era seu dia de sorte.



 Rabiscado por Decca às 18h08 [] [envie este rabisco]