“PAPIRUS em nova fase - em nova temporada - ALÉM DO PRINCÍPIO DO PRAZER
BLOG - STEER RH CONTATO













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Mais além do Princípio do Prazer
 Em .A. aprecio e daí, atrevo-me
 Absorvendo mim Mesmo
 Anti-Marmotagem
 Aquarela das Cores
 Em .B. bailo ao bel-prazer
 Botequim Poético
 Breves Histórias Cotidianas
 Em .C. cadencio em movimentos
 Celebreiros
 Em .D. desejo em desmensura
 De Gaulle Tinha Razão
 Dígito
 Em .E. efervecente emoção
 Ensaios do Eu
 Escucha me Porra
 E tenho dito
 Eterno Amor de Platão
 Em .F. farto-me da fome
 Feita em Versos
 Em .G. garimpo gozos
 Grande Onda
 Giramundo (...) Girassol
 Em .H. de haver faço harmonia
 Em .I. me inspiro com impudor
 Em .J. faço jus
 Em .L. latejo em labirintos
 Em .M. descubro outros matizes
 Mamas e Tramas
 Marcelo Brettas
 Moacir Caetano
 Monolito
 Mude
 Muiraquitã
 Em .N. norteio o que vinga
 Neurotóxicos e Chuvas Esparsas
 No Problem
 No Lado Escuro da Lua
 Em .O. observo o oculto e ouso
 Em .P. percorro-me em paixão
 Patrícia Costa
 Pérolas de Pérola
 Primícias Poéticas
 Em .Q. alimento meu querer
 Em .R. reedito o risco
 RevelAções
 Revelando Segredos
 Em .S. saboreio e me sincronizo
 Sabor de Gente
 Semeando Palavras
 Sem Pé Nem Cabeça
 Shilolo
 Em .T. tesão, textura e talento
 Textura
 Troca Letras
 Em .U. me umideço e ultrapasso
 Em .V. valorizo e verborrageio
 Vergonha dos Pés
 Véu de Maya
 Vida como uma Rosa
 Em .W. viro wildiana
 White Star
 Em .X. xereteio
 Em .Z. zanzo em zás-tras
 
 FOTO RABISCOS
 Ady Morena
 Kele Santana
 Moacir Caetano I
 Moacir Caetano II
 Moacir Caetano III







ALÉM DO PRINCÍPIO DO PRAZER
 

PAIS SEM FILHOS, REVELA A DOR INOMINÁVEL

Assim como milhões de brasileiros, passo horas sentada em frente à TV acompanhando as mais diversas histórias em torno de tantos aspectos não contabilizados, como dinheiros de campanhas, apoios da bancada aliada, listas de festas de donas ‘Janes’, et cetera, et cetera e et cetera.

Sou apartidária, mas confesso: votei no que está aí e não me eximo de uma escolha mal feita, mas escolhas são sempre escolhas e quando escolhi o que levou ao quadro atual, excluí todas as outras possibilidades por deixar de votar, então, parte do que está aí se deve a mim e a cada um de nós. Não me eximo de minhas responsabilidades e me pergunto: como pode o líder majoritário, assim faze-lo, como se tivesse acabado de chegar? Onde esteve esse tempo todo? Não, eu não o desculpo! Se não posso alegar total desconhecimento da lei quando de fato a desconheço e por isso tenho que responder a justiça, porque o autorizaria?

Enquanto sigo os acontecimentos entre revoltada, perplexa e entristecida, observo as dores do partido pelo próprio partido. Percebo lágrimas reais pelo ideal traído a partir de uma prática sem ética, sem valores e sem critérios constituídos. Percebo uma ferida narcísea de um partido que se olhava e se percebia como um outro que não este. Percebo aliados e não aliados estarrecidos diante de tantas cortinas caídas.

Estou falando de dor, dores às vezes entendidas como diferentes, mas são dores e em relação à dor, não há como mensurar, não há como dizer que a minha dor é maior do que a sua, pois cada dor é sentida de forma singular. Mas há uma dor que não é possível sequer nomear, a dor de uma mãe ou de um pai sem filho, eis uma dor inominável, insuportável. Ela será sempre “mãe”. Ele será sempre “pai”. Sem filho.

Um filho sem mãe, é de uma dor imensurável, mas denomina-se “órfão”. Uma esposa sem marido é de uma dor imensurável, mas denomina-se “viúva”. Uma mãe ou um pai sem filho é de uma dor imensurável e denomina-se, “uma mãe ou um pai sem filho” - o inominável. Então, no infindo dicionário, essa dor imensurável, decreta o fim desse (in)finito de definições. Quando estabelecemos nomes, quando podemos nomear uma situação, uma condição, um complexo de significados permite que as emoções sejam trabalhadas e entendidas, dando sentido e orientação. Quando não se faz possível a denominação, persiste o insuportável.

O Partido dos Trabalhadores, filho de vários pais e de várias mães, agoniza de forma comprometidamente adoecida em sua própria carne e revela diversos sentimentos inomináveis e insuportáveis.

A esses pais sem filhos, que jamais deixarão de ser pais, e aos pais que podem prosseguir com o projeto: ‘pais’: feliz dia dos pais em todo esse país, que espero, sinceramente, espero, continue sendo filho de todos nós e não sejamos todos constituídos de uma dor inominável.



 Rabiscado por Decca às 11h23 [] [envie este rabisco]


EM MIM

 

Tentei limpar da pele, suas marcas, seu cheiro, seu toque. Tentei ter outras mãos saudando o corpo, mas as inscrições estão profundas e anatômicas a você. Tentei desfalecer-me em outros braços e pareceu-me estranho a pele arrepiada. Tentei e esfreguei-me em corpo alheio e saía você, melando e trazendo o odor conhecido no corpo de outrem. Atordoada, amei-o com vontade, beijei-o com sofreguidão, espalhei-me em outro líquido e lá estava você, meu velho conhecido, de novo em mim e lambuzando-me com sua presença. Lá estava você, aqui em mim.



 Rabiscado por Decca às 16h38 [] [envie este rabisco]


HOJE É DIA DE MOACIR

PATRÍCIA

Hoje o dia despertou diferente
com ar de festa e alegria
Hoje é dia de comemorar
o parto da poesia
Anos atrás ela deu a luz
Nasceu o filho da arte
moacircaetano...
Sonetos, versos, rimas
por toda parte

ADY

Um menino irriquieto
Não sabe ficar sem criar
E inventa poesias
De uma beleza sem par
Faz tudo isso brincando
Até mesmo sem pensar
Quem sabe um dia eu aprendo
A "moacircaetanear"

DECCA

Menino adorável
De grandeza rara
De rima rica
De alma clara
A despir, a nutrir, a repossuir,
A desengolir e compartir e ebolir
A implodir e a parir esse etecétera e tal, de Moacir!

 
MOACIR
MOACIR
MOACIR
MOACIR
MOACIR
MOACIR
 
Moacir Caetano, menino lindo, desejo que seus caminhos e inspiração estejam sempre iluminados!
Feliz Aniversário!


 Rabiscado por Decca às 14h47 [] [envie este rabisco]