“PAPIRUS em nova fase - em nova temporada - ALÉM DO PRINCÍPIO DO PRAZER
BLOG - STEER RH CONTATO













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Mais além do Princípio do Prazer
 Em .A. aprecio e daí, atrevo-me
 Absorvendo mim Mesmo
 Anti-Marmotagem
 Aquarela das Cores
 Em .B. bailo ao bel-prazer
 Botequim Poético
 Breves Histórias Cotidianas
 Em .C. cadencio em movimentos
 Celebreiros
 Em .D. desejo em desmensura
 De Gaulle Tinha Razão
 Dígito
 Em .E. efervecente emoção
 Ensaios do Eu
 Escucha me Porra
 E tenho dito
 Eterno Amor de Platão
 Em .F. farto-me da fome
 Feita em Versos
 Em .G. garimpo gozos
 Grande Onda
 Giramundo (...) Girassol
 Em .H. de haver faço harmonia
 Em .I. me inspiro com impudor
 Em .J. faço jus
 Em .L. latejo em labirintos
 Em .M. descubro outros matizes
 Mamas e Tramas
 Marcelo Brettas
 Moacir Caetano
 Monolito
 Mude
 Muiraquitã
 Em .N. norteio o que vinga
 Neurotóxicos e Chuvas Esparsas
 No Problem
 No Lado Escuro da Lua
 Em .O. observo o oculto e ouso
 Em .P. percorro-me em paixão
 Patrícia Costa
 Pérolas de Pérola
 Primícias Poéticas
 Em .Q. alimento meu querer
 Em .R. reedito o risco
 RevelAções
 Revelando Segredos
 Em .S. saboreio e me sincronizo
 Sabor de Gente
 Semeando Palavras
 Sem Pé Nem Cabeça
 Shilolo
 Em .T. tesão, textura e talento
 Textura
 Troca Letras
 Em .U. me umideço e ultrapasso
 Em .V. valorizo e verborrageio
 Vergonha dos Pés
 Véu de Maya
 Vida como uma Rosa
 Em .W. viro wildiana
 White Star
 Em .X. xereteio
 Em .Z. zanzo em zás-tras
 
 FOTO RABISCOS
 Ady Morena
 Kele Santana
 Moacir Caetano I
 Moacir Caetano II
 Moacir Caetano III







ALÉM DO PRINCÍPIO DO PRAZER
 

MINHA FRAÇÃO EMÍLIA - PARTE I

Eu, adepta e inveterada fã, por anos, das histórias infantis, e ainda sob forte influência dessa época, ando meio a boneca de pano Emília pensando em reformular o mundo e confesso: estou com certa resistência e antipatia aos Contos de Fada. Não que eu ache que deveriam ser proibidos em sua totalidade. Não! Bastavam que fossem censurados até os 18 anos, - digo: os Contos dos Irmãos Grimm. Já as versões de Walt Disney deveriam ser levadas a público na maioridade absoluta, ou seja, após os 21 anos, pois este último acrescentou um glamour excessivo na essência humana, retirou um pouco da fatalidade cruel existente nas histórias dos irmãos autores e fantasiou ainda mais a nossa jornada real.

 

Nesse rearranjo de faixa etária, penso que não necessitaria ser entendido como uma censura, mas como uma logística para promoção de uma alteração cultural. Desta forma garantiríamos que as mocinhas não esperariam os príncipes encantados e nem os tratariam como os salvadores de todos os maus tratos da madrasta má, aliás, “madrasta má” é redundância nos Contos de Fada.

 

Outro ganho, as mocinhas não precisariam ser apenas princesas em perigo, poderiam ser simples plebéias e, principalmente, não mais aguardariam para que eles as resgatassem dos perigos do alto da torre, elas próprias buscariam meios para se defender ou sentir-se-iam livres para irem atrás, não de príncipes, mas de homens. E diga-se, de passagem, tiraríamos o peso dessa excessiva cobrança posta nos mocinhos, tanto que talvez eles não precisassem ser, nem sapos nem príncipes, poderiam ser eles próprios.

 

Nesse novo paradigma, até seria possível que as madrastas fossem percebidas, de fato, como aliadas e não como rivais ou figuras ameaçadoras. Outra vantagem, seria o de possibilitar que as mulheres mais velhas e maduras, se olhassem no espelho sem culpa e pudessem perceber a beleza contida em cada marca, em cada lembrança, porque ninguém me tira da mente que a madrasta da Branca de Neve, se olhava no espelho e se via bela. Não deveria ser tão nova, mas a senhora, que por sinal, nem nome tem nessa história, se olhava e se gostava. Ela como toda mulher de meia idade, deveria ter: pés-de-galinha, marcas de expressão e por que não, celulites, estrias e as famigeradas gordurinhas localizadas, mas olhava e gostava. E o que fizeram? Fizeram-na má e possuidora de uma inveja incontrolável da tola e sem graça, Branca de Neve, que brincava pelos quintais do castelo, sonhando e montando o seu príncipe “Cabeça de Tina”. Curioso, até, o simbolismo dos objetos escolhidos por ela para a montagem de seu homem ideal: o corpo, um esfregão; a cabeça, um balde, uma tina. Seria possível alguma associação com o protótipo de homem - modelo standart que encontramos esfregando-se por aí e com um vazio perceptível em sua vasta cabeça de tina? Percebe os perigos que os Contos de Fada promovem em uma fase tão primordial de nossa formação?

 

(continua...)



 Rabiscado por Decca às 12h23 [] [envie este rabisco]