“PAPIRUS em nova fase - em nova temporada - ALÉM DO PRINCÍPIO DO PRAZER
BLOG - STEER RH CONTATO













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Mais além do Princípio do Prazer
 Em .A. aprecio e daí, atrevo-me
 Absorvendo mim Mesmo
 Anti-Marmotagem
 Aquarela das Cores
 Em .B. bailo ao bel-prazer
 Botequim Poético
 Breves Histórias Cotidianas
 Em .C. cadencio em movimentos
 Celebreiros
 Em .D. desejo em desmensura
 De Gaulle Tinha Razão
 Dígito
 Em .E. efervecente emoção
 Ensaios do Eu
 Escucha me Porra
 E tenho dito
 Eterno Amor de Platão
 Em .F. farto-me da fome
 Feita em Versos
 Em .G. garimpo gozos
 Grande Onda
 Giramundo (...) Girassol
 Em .H. de haver faço harmonia
 Em .I. me inspiro com impudor
 Em .J. faço jus
 Em .L. latejo em labirintos
 Em .M. descubro outros matizes
 Mamas e Tramas
 Marcelo Brettas
 Moacir Caetano
 Monolito
 Mude
 Muiraquitã
 Em .N. norteio o que vinga
 Neurotóxicos e Chuvas Esparsas
 No Problem
 No Lado Escuro da Lua
 Em .O. observo o oculto e ouso
 Em .P. percorro-me em paixão
 Patrícia Costa
 Pérolas de Pérola
 Primícias Poéticas
 Em .Q. alimento meu querer
 Em .R. reedito o risco
 RevelAções
 Revelando Segredos
 Em .S. saboreio e me sincronizo
 Sabor de Gente
 Semeando Palavras
 Sem Pé Nem Cabeça
 Shilolo
 Em .T. tesão, textura e talento
 Textura
 Troca Letras
 Em .U. me umideço e ultrapasso
 Em .V. valorizo e verborrageio
 Vergonha dos Pés
 Véu de Maya
 Vida como uma Rosa
 Em .W. viro wildiana
 White Star
 Em .X. xereteio
 Em .Z. zanzo em zás-tras
 
 FOTO RABISCOS
 Ady Morena
 Kele Santana
 Moacir Caetano I
 Moacir Caetano II
 Moacir Caetano III







ALÉM DO PRINCÍPIO DO PRAZER
 

Ficaaaaaaaaa

Por muito tempo Beatriz insistiu para que o Roberto ficasse, sem perceber que, há muito, já havia partido. Nem o Roberto percebera que sua alma, cindida, perambulava pelos campos, ao mesmo tempo em que se aprisionava em Beatriz. Era preciso deixa-lo ir. Não o fizera feliz nesse tempo em que não estiveram juntos e por amá-lo demais, queria que partisse sem o peso de carregar a sua dor. Uma a uma, as trincas passaram a ser abertas e aos poucos uma luz intensa iluminava o homem amado que vivia em Beatriz, e ela, apesar das dores profundas e dilaceradas em cada uma de suas rachas e entranhas, ergueu forças para dizer: "Vá!"

 

Enquanto o amado partia,... calava a voz que dizia: "Ficaaaaaa!"



 Rabiscado por Decca às 12h29 [] [envie este rabisco]


EU SEM VOCÊ

Por que não

escolheu

tocar a vida

acompanhado

da certeza de que

minhas pernas

garantir-lhe-ia

o aconchego?



 Rabiscado por Decca às 22h26 [] [envie este rabisco]


QUANDO EU ADOTEI O ME

Sempre nutri um desejo mais íntimo e, secretamente, por anos, alimentei-o dentro de mim: ser mãe. Mas daí, primeiro quis estudar, depois me formar, conquistar a independência e, em meio a tudo isso vieram alguns rapazes, moços bonitos até, e me ofereciam prazeres, alguns inenarráveis e outros mais sutis, mas não via um e outro constituído como um pai provável para meu filho e alguns poucos que assim os via, não me preenchiam na mulher que antecede a mãe. Uma vez, uma única vez, encontrei o pai, o homem, o amante, o parceiro e o amigo, mas já que se foi ao apagar das luzes, num piscar de olhos e ao fim de um suspiro de prazer, recolhi o desejo. Eu trazia uma certeza maciça no peito: não havia espaço para uma produção independente, pois visto que jamais coisifiquei a idéia de um filho, precisava que este fosse o resultado de nós dois (pai e mãe) e de todo um mundo pulsante ao redor. Recolhido o sonho, o momento era o de traçar metas em outros quesitos da vida e estabelecer focos bem definidos, afinal caíra no juízo de que o tempo de ser mãe passara, e que a idade avançada para um primeiro filho colocaria em risco aquele que, mesmo sem jamais ter vindo, já era o motivo de minhas maiores preocupações e com uma demanda latente de todo um pré-cuidado por meu amado desconhecido. E prossegui a cuidar do outro, no trabalho, no lazer e, em cada olhar pausado com um peso de sofreguidão, e me preenchia. Prossegui também com a gestão dos projetos profissionais, alguns entendidos como partos mal acabados, e os que não, viraram cria. Até que um dia deparei-me com uma menina, órfã de si mesma, menininha pequena ainda e tão amedrontada, esquecida, perdida entre o que era e o que diziam ser. Confusa nas escolhas, arredia à ajuda, arisca e, com tantos “apesares”, meiga e sobrevivente bem-humorada. Apaixonei-me por ela assim que depositei meus olhos francos em seus olhos, me conquistou por sua verdade e decidi pela adoção. Bastava dos cuidados apenas externos, do cuidar, exclusivamente do outro, do amar e do doar o que nem se tem para aquele que o desperdiça. Essa menininha, que se apresentava espontânea, precisava de cuidados e não há ninguém, no mundo inteiro, nem você e nem ele e nem quem quer que seja, melhor do que eu, para assim tratá-la. E lá estava ela me esperando, o eu pequena em mim, moleca assustada e carente de cuidados. E adotei-me para amar-me sem restrições. Hoje sou a mãe de mim mesma, não me pari, mas amo-me incondicionalmente, e o “eu” adota o “me”, por mim em mim, para viver intensamente.



 Rabiscado por Decca às 18h44 [] [envie este rabisco]


THE END



 Rabiscado por Decca às 14h40 [] [envie este rabisco]


PROVOCANDO RABISCOS



 Rabiscado por Decca às 10h46 [] [envie este rabisco]