“PAPIRUS em nova fase - em nova temporada - ALÉM DO PRINCÍPIO DO PRAZER
BLOG - STEER RH CONTATO













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Mais além do Princípio do Prazer
 Em .A. aprecio e daí, atrevo-me
 Absorvendo mim Mesmo
 Anti-Marmotagem
 Aquarela das Cores
 Em .B. bailo ao bel-prazer
 Botequim Poético
 Breves Histórias Cotidianas
 Em .C. cadencio em movimentos
 Celebreiros
 Em .D. desejo em desmensura
 De Gaulle Tinha Razão
 Dígito
 Em .E. efervecente emoção
 Ensaios do Eu
 Escucha me Porra
 E tenho dito
 Eterno Amor de Platão
 Em .F. farto-me da fome
 Feita em Versos
 Em .G. garimpo gozos
 Grande Onda
 Giramundo (...) Girassol
 Em .H. de haver faço harmonia
 Em .I. me inspiro com impudor
 Em .J. faço jus
 Em .L. latejo em labirintos
 Em .M. descubro outros matizes
 Mamas e Tramas
 Marcelo Brettas
 Moacir Caetano
 Monolito
 Mude
 Muiraquitã
 Em .N. norteio o que vinga
 Neurotóxicos e Chuvas Esparsas
 No Problem
 No Lado Escuro da Lua
 Em .O. observo o oculto e ouso
 Em .P. percorro-me em paixão
 Patrícia Costa
 Pérolas de Pérola
 Primícias Poéticas
 Em .Q. alimento meu querer
 Em .R. reedito o risco
 RevelAções
 Revelando Segredos
 Em .S. saboreio e me sincronizo
 Sabor de Gente
 Semeando Palavras
 Sem Pé Nem Cabeça
 Shilolo
 Em .T. tesão, textura e talento
 Textura
 Troca Letras
 Em .U. me umideço e ultrapasso
 Em .V. valorizo e verborrageio
 Vergonha dos Pés
 Véu de Maya
 Vida como uma Rosa
 Em .W. viro wildiana
 White Star
 Em .X. xereteio
 Em .Z. zanzo em zás-tras
 
 FOTO RABISCOS
 Ady Morena
 Kele Santana
 Moacir Caetano I
 Moacir Caetano II
 Moacir Caetano III







ALÉM DO PRINCÍPIO DO PRAZER
 

POR AÍ,...

 

Estarei fora, na vida, por uns dias,... quantos, não sei!

 

Saio para a vida que me suga em mais de dois pólos,... e que bom que exista o que alivia, acalenta e se faz em puro amor, porque o que me estica no outro lado, quase me arrebenta,... e os outros?!!! Bem,... os outros pólos são rotinas, coisas fáceis de lidar, não fosse o tempo que me tomam...

 

Deixo as chaves e o desejo de que fique a vontade,... deixo as saudades de um tempo onde pude trocar mais e me fazer mais presente,... firmo-me em compromisso, de passar por aqui e recolher os comentários deixados,... e um desejo de ir por aí, resgatando pensamentos e sentimentos, só seus e por vezes, tão meus,...

 

Até breve (assim espero)

 

Beijos no coração

Andréa/ Decca



 Rabiscado por Decca às 08h32 [] [envie este rabisco]


DESFRAGMENTAÇÃO: COINCIDÊNCIA

Nano Costa têm se mostrado uma pessoa cheia de novidades e de possibilidades,... dessa vez, escreveu um mini-conto e pediu para que alguns poetas (e eu, atrevida, entre eles) escolhessem e destrinchassem as personagens,... Nano, ousadia pura, e nós que não sabíamos um do outro, tudo era novidade até que o Nano nos apresentou o resultado dessa brincadeira, que ficou assim (subdividido em 3 posts):

 

COINCIDÊNCIA

O Tempo e o Destino completam-se, são paradoxos que giram em eterna harmonia: O Tempo é o consumir da vida, o Destino é o nascer de novas possibilidades... A coincidência é o encontro de ambos por uma força maior...

Um homem é levado para forca, foi condenado à morte por ter esfaqueado seu próprio filho de cinco anos, o povo enfurecido grita: “Forca ao assassino!” O homem segue sem ânimo, triste, desiludido, vai sendo arrastado pelo Garroteador para o cadafalso, até que uma velhinha, cega de um olho, no meio da multidão grita: “Me enforquem no lugar deste desgraçado!” Fez silêncio... O Garroteador sorriu e disse: “Se assim deseja, assim será...” A velhinha num lento remanso foi até o homem que estava imóvel, incrédulo; ela lhe deu um beijo e  entregou um pião, se dirigiu para a corda púrpura e seguiu a sina escolhida, a multidão fechou os olhos, ela, permaneceu com o único que tinha, arregalado, e, em seus últimos suspiros, pode ver um garotinho no meio da multidão lhe dando adeus com os olhinhos imersos em lágrimas.

Nano Costa (http://literatura.nadadenovo.zip.net/)



SOLILÓQUIO DO CONDENADO

Filha da puta! ... que pressa é essa?... alimentará, os porcos com meus próprios horrores... os carniceiros podem esperar,... adie a degustação e faça-os gozar nas calças de tanta satisfação e quiçá vomitar seus males, se tiverem coragem... duvido!... enganem-se se dizendo melhores que eu,... "Mãe?! Mamãe?!!"... Bastaaaaaaaaaaaaa!,... Cala a boca, moleque jazido! Ela se foi... foi embora,... já não chega a minha dor? Já não me atordoou o suficiente denunciando meu fracasso e acusando-me: incompetente?,... e esse seu sorriso doce e o amor inocente pela vaca da sua mãe?... merda! Tinha que espelhar o pior de meus erros em mim?... Tinha que me esfaquear com seu sorriso chamando a mãe?,... e agora jaz, como eu, por essa mesma vagabunda que me deixou!... por que foi que partiu?... vamos, terminem logo,... sirvam-me aos porcos,... quando foi que deixei de te servir?... Quando?... onde está, Hannah?... Não a vejo! Vaca!... onde esteve? onde está? ... cala a boca, velha maldita! ... cala-te! ... a voz, ... essa voz... algo de conhecido,... algo de vivido,... Como, no meu lugar? ... está maluca? ... Eu o esfaqueei,... preciso dar um basta,... preciso,... cadela, vai me emocionar agora?... esse beijo me traz a memória do que não tive,... e esse cheiro envelhecido?! (...) rodopio em lembranças esquecidas de um tempo remoto,... cinco anos,... pião perdido no tempo num rodopio do destino,... Por que me vejo nesse olho só?... e vocês, porcos,... ela é melhor que todos juntos e não suportam suas próprias culpas? Vejam! Olhem! (...) Olhem, covardes!,... Olhem para a... "Mãe?! Mamãe?!!",... olhe para mim com esse olho e só,... (soluço)... adeus!

Decca  (http://papirus.zip.net/)

 

CONTINUA NO POST ABAIXO...



 Rabiscado por Decca às 01h17 [] [envie este rabisco]


CONTINUAÇÃO... DESFRAGMENTANDO O GARROTEADOR

Tempos nojentos esses! Não tem um dia sequer que eu não tenha que enforcar ao menos uns quatro desgraçados! Antigamente eu até tinha prazer, mas agora... todo dia a mesma coisa, todo  dia essa multidão, esse barulho, esse fedor de urina, de morte e desespero! E essa cambada de  vagabundos? Não têm nada pra fazer? Vão pra casa, seus cornos. Suas mulheres devem estar dando pro vizinho agora! Vão pra casa, suas vagabundas, vão cuidar dos seus filhos! Lá vem  mais um! Esse matou o próprio filho, como pode? Em outros tempos, eu teria um prazer imenso  em mandar um degenerado desses pro Inferno. Mas hoje... A vontade que me dá é soltar esse  pobre coitado; deixa o cara matar mais um monte de meninos por aí, ao menos desocupa um  pouco o mundo! Ei, o que é aquilo? O que está acontecendo? Quem é essa velha?... O que...? (Ai meu filho deixa esse desgraçado ir embora me enforca no lugar dele me leva pra longe desse mundo não posso mais viver qualquer coisa é melhor que esse inferno bla bla bla bla bla bla) Com prazer, minha senhora! Alguma coisa diferente, pra variar! Nunca enforquei uma velha, deixa eu sentir como é a pele dela!(...) Áspera, que horrível! E que bafo medonho! Meu Deus, nem dente tem nessa boca! Merece a forca por crime de feiúra... hahahahahahahahah!!!  Ei, cadê o cara que eu soltei? Mandei ele ficar aqui no canto! Agora só está esse menino no lugar dele! Que inferno!...Ah, foda-se! Vou matar logo essa velha!(TUMP)E essa porra desse menino, porque está chorando?Ah, caralho, lá vem mais um, deixa eu preparar o cadafalso!!!

Moacir Caetano (http://moacircaetano.blog.uol.com.br/)

 

CONTINUA NO POST ABAIXO,...



 Rabiscado por Decca às 01h12 [] [envie este rabisco]


CONTINUAÇÃO,... DESFRAGMENTAÇÃO: O MENINO E A FORCA

DESFRAGMENTANDO O MENINO

Deixar-se ir

O pai do garotinho leva alguns minutos até alcançá-lo. Abaixa-se e vê seus olhinhos enuviados no meio  da multidão, que esperava a forca dos doze condenados. O homem segura forte a mão do menino e lhe entrega o pião. A velhinha acompanha atenta a ação entre pai e filho, chora e lhe acena pela última vez.

O pai então leva a mão aos olhos do filho e o impede de ver a execução da velha senhora. Eles seguem para casa, o menino contempla o pião por todo o percurso. O homem não lhe solta a mão.Os dias rodam,  a vida passa, o pião é brinquedo de todas as horas. O pai torna-se cada vez mais distante, entrega-se ao  trabalho, há muito tempo sem a mulher, que morreu também misteriosamente. A criança vez por outra encara seu pai e o vê repetindo os golpes do machado na madeira recém extraída, para fazer a lenha do forno onde assam as cerâmicas que vendem juntos na feira. Naquela tarde, o tempo passa tranqüilo. De  repente, do machado pula uma farpa que se enterra no olho do pai. O menino deixa o pião para socorrê-lo e se espanta com as lágrimas vermelhas que se formam abaixo do olho esquerdo.No domingo em que se completava o primeiro mês dos enforcamentos, a madrinha passa para levar o garoto à missa matinal.

O menino informa que pedirá a Deus pela alma da mulher que morrera em seu lugar. O pai abraça-o e lhe pede para que comam juntos o almoço.O menino chega da missa e encontra o pai cozinhando. O cheiro forte da comida toma toda a casa e o menino se anima. A madrinha despede-se, beija a face do garoto e sai, mesmo percebendo a estranheza do momento.Pai e filho sentam-se e comem silenciosamente. O primeiro a cair estremecendo no chão foi o pai. A criança desespera-se, mas em pouco tempo também já tremia. Antes de morrer, repara que o quadro com a fotografia da mãe não estava mais sobre o armário feito pelas mãos do homem que agoniza ao seu lado. Procura, como que para realizar um último desejo. Vê que o retrato se deixa entrever entre os bolsos da camisa do pai, ensopada de sangue coalho. Lembra-se da mãe de sua mãe à espera da forca. A madrinha, que tanto se parece com elas, retorna e chora, ao ver que nada mais pode ser feito. O garotinho desenha na face um sorriso cândido, no momento em que se entrega à vontade inquestionável da morte.

Murilo Guimarães (http://livrodebolso.zip.net/)



DESFRAGMENTO DA FORCA

" [    ] huuuuu [    ] trile, trile, trile.... snock, snock...TRAGU TRAGU TRAGU... trile, trile, trile... [   ] snock, snock.... TRAGU, TRAGU, TRAGU.... trile, trile, trile..... splechium...... trile, trile..... enhencu, enhencu..... trile, trile...... [   ]"

Ramon Alcântara (http://literatura.nadadenovo.zip.net/ )

 

FIM



 Rabiscado por Decca às 01h12 [] [envie este rabisco]


LÓGICO-DEDUTIVO

Certa vez sua avó falou: "Querida será que você não está regulando demais? Homens não vivem sem isso!". Não, ela não estava regulando demais, mas passou a perguntar às amigas qual o prazo necessário, ideal, para que não a achassem oferecida ou casta demais. Uma delas disse que na primeira vez já liberava, a outra, estipulava um mês. Teve uma que disse que considerava após seis meses passados, mas com o desenrolar da conversa, descobriu-se que o rapaz em questão, morava distante em cidades, e o vira apenas duas vezes nesse período todo. Percebera que devido às divergências encontradas, se fazia necessário uma planilha, inserindo a freqüência dos encontros e com isso, tiraria uma média. Fez a pesquisa com as amigas e com as amigas das amigas. Encontrou resultados diversos e variáveis que precisavam tornar-se constantes. Houve até certa divergência, dada a diferença de idade das entrevistadas, e fora necessário mais um campo em sua planilha. As meninas da capital tinham lá suas próprias regras e adiantavam o momento, as do interior relutavam um pouco e notava-se mais a força impregnada no sermão de domingo. Com esses dados, mais dois campos na planilha. Empolgadas, algumas chegavam a contar o local onde havia sido a primeira vez, mas não achava que esse dado fosse relevante e que mereceria a inserção de um novo campo na planilha, mas para uma análise mais qualitativa ou ainda para a garantia de pesquisa futura, preferiu armazenar as informações coletadas. Feita a pesquisa e aplicada uma teoria com um embasamento qualquer, chegou a um número de encontros considerado o ideal. Naquele dia, saiu para comemorar a finalização da pesquisa, sentou numa mesa de bar com uma amiga, pediram cerveja, enquanto que na mesa ao lado, um rapaz e um outro, pediram para juntar as mesas e conversaram sobre outros temas. Tomaram cerveja e outras tantas os levantaram num ir e vir, incessante, ao mictório. Na sétima ou oitava vez, antes que ela se sentasse, o outro tocou-lhe a mão, disse-lhe qualquer coisa ao ouvido, que identificou apenas como um balbucio e um "Vamos para outro lugar?", sorriu, pegou a bolsa e saiu. Na mesa, a amiga incrédula, indagou desentendida e pouco depois entendeu que, certamente a pesquisa seria alterada, já que o teste empírico denunciava que faltava um campo, o das idas e vindas ao mictório.



 Rabiscado por Decca às 06h35 [] [envie este rabisco]


PARA O AMOR QUE VAI CHEGAR

Quando vir me ver, traga um tanto de paciência, pois a minha ansiedade, por te querer, poderá, perdida, desdizer toda a vontade. Quando estiver a caminho, vá me dando sinais de que meus sonhos, que ora se derretem, tornam-se reais. Quando os meus olhos me afirmarem, miragem, dê-me o tempo da certeza de que o que eu vejo, não se esvai. Se correr em sua direção e me atirar ao meu destino, abra os braços e acolha-me no meu pulo em desatino. Se chorar quando meu peito grudar ao seu, é porque reconheço o amparo do seu, encontrando o meu. E se a mão escorrer pelos braços, encontrando as suas, ‘aliance’ os dedos e me leve, pois já estarei sua, quando vir me ver; e estarei nua, pois vinha desnudando-me, deixando-me somente eu mesma, sem mais peças sob o corpo, e assim eu te recebo, nua, para que me vista de nós dois, depois de nos reconhecer.



 Rabiscado por Decca às 07h41 [] [envie este rabisco]


SEGUNDAS INTENÇÕES: NA CIDADE SEM MEU CARRO

"Do Caos, fez-se a Luz",... e dos carros, voltaremos ao Caos,... mas um ato de esperança se dará no dia 22 de setembro de 2004, quarta-feira, das 08:00 as 18:00HS, dia em que estará acontecendo a Jornada " Na Cidade sem Meu Carro". O objetivo é mobilizar a sociedade para refletir sobre os impactos dos automóveis nos centros urbanos, pensar alternativas viáveis, tais como o uso racional e solidário,... focando a melhoria da qualidade de vida. Várias cidades do Brasil e do mundo estarão participando da Jornada que compreende várias atividades de conscientização, medições de índices de poluição, debates sobre mobilidade sustentável, pesquisas de opinião do cidadão, atividades de recreação com alunos e exposições. Há espaço para mais adesões, e penso que São José dos Campos (SP) poderia aderir, mas ainda não li o seu nome por lá,... quem sabe no ano que vem?,... Enquanto isso, me deslocarei de bike, não só na quarta-feira,... sabe, Marcelo Brettas (um dos organizadores do evento em São Paulo-Brasília),... arrumei o que me impedia de sentir o vento no rosto, um sabor maior de liberdade e fui zanzar pela cidade! E adorei!!!! Valeu a dica, meu amigo!



ORGANIZAÇÃO:
na Europa: www.22september.org

Ruaviva: www.ruaviva.org.br

Bicicletada: http://www.bicicletada.org/



 Rabiscado por Decca às 07h08 [] [envie este rabisco]


CABELHOS

Dessa vez, Nano do Nada de Novo, desfragmenta o pensamento de uma das personagens de um novo conto:

 

CABELHOS

 

Era uma ocasião especial e para tal, tinha que ter cuidados profissionais, fiz as unhas das mãos, dos pés, a sobrancelha e aguardei a vez para a depilação. Na baia ao lado a estranha garota insistia para que a assistente fizesse chapinha nos pêlos pubianos, dizia que queria seus pentelhos lisos, como seus cabelos seguiam ao vento. Seria a primeira vez com seu namorado e queria agradá-lo a partir de seus próprios gostos ou por alguma razão que a fazia acreditar que ele sentiria prazer por vê-los assim, esvoaçantes. A assistente achou estranho, mas aceitou o desafio cobrando o valor da 'chapinha', era lucrativa a novidade. Por pouco não levantei e fui verificar o resultado, aguardava ao menos, a gentileza, de que a garota proferisse, em voz alta, as impressões sobre a aparência final de sua ousadia, afinal eu havia participado de toda a negociação e merecia acompanhar o desfecho. Enquanto esperava a minha vez, observava a balzaquiana na cadeira banhando os cabelos e decidindo se os amaciava com uma hidratação ou se a "chapinha" também seria a solução. Notei uma certa associação entre as duas mulheres já que algumas das madeixas à mostra, da segunda moça,  pareciam uma mistura de fios de cabelo e não, - resultando em 'cabelhos'. As horas incontáveis no salão me divertiram, por essas mulheres, e chegada a minha vez, e não adepta das modernidades de "chapinhas", saí de lá com a textura padrão e um formato especial para a ocasião.

 

(Decca)

 

 

DESFRAGMENTAÇÃO (desvendando o pensamento de um dos personagens: A assistente)

“Ta bom, eu faço essa chapinha pra você!” É cada uma que me aparece por aqui, pobre do namorado dessa infeliz, na hora que ver isso vai brochar, mas insistiu, fazer o quê... Puxa vida, meu marido não ligou até agora, ele nunca deixa de ligar... Ah como essa vagina ta fedendo! Que aflição! Não nasci pra mexer nas partes íntimas de uma mulher,  o que eu gosto é de homem... E meu marido que não liga, já são quatro horas... Olha aquela senhora, que enxerida, já fez as unhas dos pés, das mãos, as sobrancelhas e agora fica a bisbilhotar a vida dos outros... Como estica o pescoço pra tentar espiar o púbis dessa menina, depois fica disfarçando, pensa que não percebi, não se enxerga... alias nunca se olhou no espelho, vem dar brilho a feiúra, ta parecendo uma árvore de Natal, he, he, he, vai fazer o quê... é com o dinheiro dela que pago a mensalidade do meu carro... “Fique quieta, senão não consigo fazer o serviço!” E olha aquela outra branquela, também vai fazer chapinha? Bem que o cabelo dela é bem parecido com os pêlos dessa menina, ai que nojo... É... Meu marido aquele safado deve estar me traindo, eu sei, eu sei, todos os homens são iguais...”Ai, ai!” “Desculpa, desculpa, é uma parte muito sensível e não estou acostumada com esse tipo de serviço.” Quanta frescura pra ir no motel, depois casa e nunca mais vai querer saber de chapinha no púbis...

(Nano Costa)



 Rabiscado por Decca às 06h41 [] [envie este rabisco]


ALBUM DE FAMÍLIA - DESFRAGMENTAÇÃO

Nano Costa do Nada de Novo, poeta, e alguns dias me fez um convite para uma nova experiência,... onde ele viesse a dar um outro olhar para um conto meu, impulsionada à novas experiências, aceitei. Encheu-o de possibilidades, tirando-me a segurança da autoria e aquela sensação de que eu sabia de tudo, que tudo entendia e que controlava a personagem,... o resultado é como se ela (a personagem) adquirisse vida própria ao ter seus pensamentos desfragmentados, a ponto de me causar pena onde não pensei assim, de provocar angústia, sem as minhas certezas, de amá-las mais, por esse novo olhar ou ainda,  de talvez até me desagradar pela forma como se comportam,...

 

Nano Costa "brincou" de desfragmentar os pensamentos de uma das personagens em um conto publicado em junho,...  o Álbum de Fotografia,... e assim ficou, conto e desfragmentação:

 

Valeu, Nano! Gostei!

 

ÁLBUM DE FOTOGRAFIA

 

Não saia de casa sem o álbum de fotos da filha que vivia na bolsa, a filha, ainda pequena, no colo, e a bolsa a tiracolo no ombro. Se encontrava alguém que dizia da beleza da menina, tirava a menina do colo, o álbum da bolsa e mostrava as fotografias com a roupa bonita no dia do casamento do cunhado, a belezura que estava no dia do batizado, o book de um ano, parte do book quando havia a pouco feito dois, e a pessoa seguia, o álbum voltava para a bolsa a tiracolo e a menina pro colo. Se na fila do banco, o senhor logo atrás, brincava com a linda menina, ela virava orgulhosa, punha a menina no chão, tirava o álbum da bolsa e mostrava desde a primeira, a da roupa bonita no dia do casamento do cunhado, e depois a do batizado, a seqüência dos books, e a fila do banco andava, até que um dia chegou a sua vez, guardou o álbum no colo, a filha na bolsa a tiracolo e saiu. No elevador encontrou a vizinha, curiosa que era, lhe perguntou se eram fotos, ela sorriu, abraçou o pacote e disse que sim.

DESFRAGMENTAÇÃO

“Que bonitinha, posso roubar ela pra mim! Parece uma bonequinha!” ihhh, mamãe já vai mostrar o álbum pra esse homem, puxa a fila ta tão grande hoje, será que vai dar tempo de assistir o pica-pau, ontem foi tão legal, o corvo apanhou da vovozinha por causa da pipoca... A menina no colo daquela moça ta penteando um “Manequinho”! Mamãe nunca me deu um “Manequinho”, ele faz xixi... Mas essa fila ta tão chata, quero ir pra casa... Vou chorar pra mamãe ir embora... Será que a mamãe já mostrou a foto do batizado? Será que eu vou tirar foto esse ano? Eu gosto de tirar foto, só não gosto da mamãe ficar mostrando pros outros... ainda bem que acabou... “Ai!” Odeio quando apertam minha bochecha, pelo menos vou voltar pro colo da mamãe... o que mamãe ta fazendo? Como ta tudo escuro aqui dentro... Que legal! Achei o batom da mamãe, se eu passar um pouquinho acho que não vai brigar...   

Nano Costa



 Rabiscado por Decca às 00h08 [] [envie este rabisco]


OBRIGADA! VOLTE SEMPRE!

Vinha, por vezes, sendo sacaneada e ávida de aceitação, dizia: "Obrigada! Volte sempre!", o sorriso era largo para aguçar a simpatia e, pós-convite feito e  com a prevalência do 'fique a vontade' - uma nova sacanagem. Havia o espaço para habitar o perverso, e ali se instalavam também os chatos, os desavisados e os já acostumados. Sentiam-se em casa, desarrumavam a cama, espalhavam os pertences pelo lugar, desalojavam quem ali habitava, transitavam, displicentemente, por todos os cômodos, borrifavam seus perfumes vulgares e desfaleciam o elã original. Foi que chegou um dia em que, com a sacanagem nem feita, prenunciou um "Boa Viagem", e gostou das malas não mais na sala, do espalhado ser apenas o seu, gostou do vazio silencioso, do eco reverberando no espaço mantido e da bandeira hasteada na porta, que inscrevia: "NESSA CASA HABITO EU".



 Rabiscado por Decca às 07h51 [] [envie este rabisco]


CIO

Recolheu todos os gestos, os sorrisos, a alegria e a felicidade congelada em postas, prontas para o consumo rápido, e foi conhecer o amor. Não experimentava esse sabor desde, nem se lembrava quando, mas o amor a chamava e parecia que havia sido ontem que amava tão intensamente, tal sua habilidade. Sorriu um sorriso bobo e sentiu acalorar o peito numa dor de prazer e alívio, apesar da vazia presença do corpo do outro. A saudade rabiscava-lhe a pele e marcava as inscrições da espécie oposta com a qual já se imaginava entregue ao cio. Levou consigo, também, algumas dores em formas de esperança, à serem cicatrizadas, os sonhos dos rebentos e o contrato de "para sempre", enquanto exista o amor.



 Rabiscado por Decca às 00h04 [] [envie este rabisco]


(RE)ARRANJOS

Já vinha prometida desde antes de saber-se gente, antes mesmo de ser gente, mas não cairia nessa, não o conhecia e não suportaria tal maculação, tipo esses encontros arranjados. Era avessa a qualquer formalidade que não lhe permitisse escolher seus acertos ou tropeços. Saiu pelo mundo e territoriou os homens em seus conhecidos abismos, penhascos e desgastados desfiladeiros. Judiada, passou em diferentes eras geográficas percorrendo corpos, amando e sendo amada, sem que jamais se aliançasse a alguém. Era livre para sofrer e escolher onde se iludir, e iludiu-se incontáveis vezes pelo prazer de acreditar e de investir em paixões avassaladoras, cretinas, mas nunca as mornas ou normais - preferia atirar-se cega em volúpias kamikazes. Mas nem precisou olhá-lo para lançar-se no precipício e perceber que flutuava, que subia, ao invés de cair e que havia um corpo planando ao lado e que, apesar da névoa, era reconhecido como o prometido, mas não podia ser, já que se ausentava de homens assim, honestos, parceiros, capazes, amantes, companheiros, protetores, vorazes, sedutores, divertidos, esclarecidos, homens que admirava. Procurando-os de início, encontrou os cafajestes e complicados, e se afeiçoou a eles por suas artimanhas e  joguetes arquitetados na libido feminina. Acostumara-se a ser usada e aprisionar-se, e a se ver assim, tão inserida, tão de igual a igual, tão livre, perdeu-se e sentia arrepiar-lhe a espinha de cabo a rabo, instalando-se o caos na falsidade de sua segurança insana e sustentada de forma cara para si mesma, e agora ali, com as suas certezas ruídas. Pouca coisa mais velho, não sabia dela, não sabia sequer quem ele queria, mas vinha fugindo do que já conhecia, - era assim há algum tempo. Não a viu e apaixonou-se entreguemente. Saltara e estava no precipício, envolto em névoa, e planando. Assim como ela, sentiu que devia saltar e lá estavam ambos, cegos um do outro, buscando-se, em paz.



 Rabiscado por Decca às 00h00 [] [envie este rabisco]


SEGUNDAS INTENÇÕES: DIGA NÃO AO ATO MÉDICO

Dia 15 de setembro, haverá uma Mobilização Nacional contra o Ato Médico - um Projeto de Lei (PLS 25/02) em tramitação no Senado Nacional e que, se aprovado com as atuais especificações, colocará a Medicina em posição hierárquica superior a todas as demais profissões da área da saúde, tais como Biologia, Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Serviço Social, Odontologia e Técnicos em Radiologia. O Projeto de Lei ignora, inclusive, determinações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e propõe retrocessos nessa área de atuação, partindo do princípio de que a Medicina, como ciência milenar, deveria ter a primazia de fazer diagnósticos e prevenções. "A luta tem de ser a favor de ações de saúde que possam tornar o atendimento mais democrático, amplo e eficaz.",... e somente com uma ação multidisciplinar isso será possível,... 

ENTENDA MELHOR, CLICANDO AQUI:



 Rabiscado por Decca às 00h10 [] [envie este rabisco]


BOAS IDÉIAS

Começava todos pela metade desde que se cansara de sempre estagnar a leitura do primeiro para o segundo capítulo dos livros. Passou, então, a desistir no meio. Como brilhantes eram as suas idéias, decidiu começar a ler o epílogo e finalmente encerrara uma leitura. Tinha outras boas idéias como essa, e como prova, passou a terminar o namoro antes mesmo do primeiro beijo, e assim evitava todos os transtornos e os fracassos de um intermezzo amoroso, já que sequer havia tempo para se decepcionar com o comportamento do outro. Tal praticidade lhe garantia, no máximo, a possibilidade de não gostar do nome da fulana e achar que a Cristina combinaria mais se fosse, Beatriz. O auge de suas belas idéias foi quando alugou um terno, mandou um telegrama para os amigos e familiares, comprou o caixão, espalhou as velas, encomendou umas duas ou três coroa de flores e deitou aguardando em espera porque queria saber quem compareceria ao seu velório. Deve ter havido alguma greve nos correios.



 Rabiscado por Decca às 00h05 [] [envie este rabisco]


GRAMPOLA

Não sei muito bem como começou,... mentira! Sei, exatamente, como tudo começou. Há 4 anos, Piranguinho's City, Posto do Léo, Encontro de Jipeiros, Jeepirados, Gaioleiros, som alto,... daí, alguém fala alguma coisa,... não entendo,... repete, ainda não entendo,... quase deixo pra lá, mas insisto em entender (quero ser agradável na cidade estranha),... mais uma chance,... peço para falar devagar, articular mais alto que o som, já tão alto,... então, leio os lábios: "Tem vaga na gaiola, quer ir ao passeio?",... e lá estava eu, na cidade estranha, com aquela gente estranha, em um carro estranho (gaiola), com um sorriso bobo na face e uma felicidade que não tem tamanho que me fez voltar no ano seguinte, e no seguinte e no último final de semana. E desde então, tem sido assim meu sete de setembro, independência pra mim. Naquela primeira vez, éramos em poucas mulheres e a novidade e o vermelho do cabelo trouxe o apelido: Grampola. A cidade toda se envolve, crianças, jovens e adultos e vire e mexe ouço pela rua: "Olha lá, a Grampola veio", ou alguém pergunta a quem não me é estranho: "E a Grampola?". A Grampola não perderia o sabor de liberdade, a poeira que encobre o caminho, a lama que bate na pele e que conta a aventura, os jipes, as gaiolas, as motos, as trilhas, os atolamentos, cada parada para retirar o parceiro do atoleiro, o aceno para a criança que abana atenta pelo caminho, o grito percebido ao longe: "Grampooooooooooooooolaaaaaaaa" e vai conhecendo cada desconhecido, e que sensação boa, essa de amigo. Um atola, todos param, todos ajudam. Aparece uma corda de algum lugar, alguém para empurrar, tantos outros para puxar, a cerveja que molha a garganta e dá novo ânimo, novos esforços e a comemoração, porque um passou, porque o outro desatolou e porque no jipe que virou, ninguém se machucou. A roupa que fica imunda (um troféu), se lava, se limpa e a alma que fica leve, permanece. E na terra do pé-de-moleque, já estou com o pé que é um leque, porque ano que vem tem mais,... tem mais passeio, tem mais amigos, tem mais Grampola (aiiiii, que saudade que dá).

 



 Rabiscado por Decca às 07h14 [] [envie este rabisco]


A GRANDE PIRANGUINHO

Estou de volta, mas acho que perdi o jeito! Há tantos momentos e não sei o que, por onde ou como começar a escrever. Talvez tenha um pouco de uma preguiça arrastada pela saudade latente dessa gente pra lá de gostosa e com esse sabor saboroso que é o povo de Minas. Estive em Piranguinho, Sul de Minas, a capital nacional do pé de moleque, e em passeio pela "grande" Piranguinho: Itajubá, São José do Háhá (São José do Alegre), Brasópolis e São Lourenço, aí de mim se não confirmo que essas cidades pertencem a grande Piranguinho (rs*). Em São Lourenço, bebi água ferruginosa, sulfurada, gaseificada e já me curei de distúrbios futuros que nem sei se os teria, e que gosto estranho tem essa tal água sem coliformes fecais, tomara que eu não tenha perdido a imunidade e, registro apenas uma reclamação: esbarrei em inúmeros casais em lua-de-mel e estive obrigada a presenciar algumas cenas cruéis para alguém tão desacompanhada quanto eu (rs*). Sim, é verdade,... voltei,... mas preciso ordenar as idéias.


 Rabiscado por Decca às 00h49 [] [envie este rabisco]


ME JUSTIFICANDO,...

Apesar da saudade e da minha falta de visitas aos amigos daqui e por aí,

precisava desse tempo (bagunçada e confusa) mergulhada em mim.

Tantas visitas devidas e sentidas,... tantos novos e antigos carinhos, que não retribui,...

que aos novos peço paciência, irei com prazer,... em breve!

aos já de casa e com tantos rabiscos compartilhados (amados),...

peço clemência,... irei em breve!

Já fiz minha programação para os próximos dias,...
estarei dando o curso TAO - Técnicas de Apresentação e Oratória,...
de lá vou para as Minas Gerais, num encontro de jipeiros,...
a aventura, a liberdade, as montanhas e os amigos me fazem bem,...
volto renovada para rabiscar no papirus, para ler as idéias dos meus amigos
e aguardar,... o dia em que o amor chegará...

Desde já,... muitas saudades e um até breve!



 Rabiscado por Decca às 08h09 [] [envie este rabisco]


DADOS

Ando querendo e apostando

com dados viciados e cartas marcadas

porque ou te ganho ou

te ganho!



 Rabiscado por Decca às 08h46 [] [envie este rabisco]


DESTRANCAFIADA

Retirado os cadeados e entregando as chaves
 
     MEU
CCChaves de perna e de (a)braços
HHHave dos sentimendos
AAA        da porta de entrada
VVV 
EEE da alma e do coração
III   
RRR 
OOO
......
EEE
NNN
CCC
AAA
NNN
TTT 
AAA
DDD
OOO


 Rabiscado por Decca às 07h46 [] [envie este rabisco]