“PAPIRUS em nova fase - em nova temporada - ALÉM DO PRINCÍPIO DO PRAZER
BLOG - STEER RH CONTATO













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Mais além do Princípio do Prazer
 Em .A. aprecio e daí, atrevo-me
 Absorvendo mim Mesmo
 Anti-Marmotagem
 Aquarela das Cores
 Em .B. bailo ao bel-prazer
 Botequim Poético
 Breves Histórias Cotidianas
 Em .C. cadencio em movimentos
 Celebreiros
 Em .D. desejo em desmensura
 De Gaulle Tinha Razão
 Dígito
 Em .E. efervecente emoção
 Ensaios do Eu
 Escucha me Porra
 E tenho dito
 Eterno Amor de Platão
 Em .F. farto-me da fome
 Feita em Versos
 Em .G. garimpo gozos
 Grande Onda
 Giramundo (...) Girassol
 Em .H. de haver faço harmonia
 Em .I. me inspiro com impudor
 Em .J. faço jus
 Em .L. latejo em labirintos
 Em .M. descubro outros matizes
 Mamas e Tramas
 Marcelo Brettas
 Moacir Caetano
 Monolito
 Mude
 Muiraquitã
 Em .N. norteio o que vinga
 Neurotóxicos e Chuvas Esparsas
 No Problem
 No Lado Escuro da Lua
 Em .O. observo o oculto e ouso
 Em .P. percorro-me em paixão
 Patrícia Costa
 Pérolas de Pérola
 Primícias Poéticas
 Em .Q. alimento meu querer
 Em .R. reedito o risco
 RevelAções
 Revelando Segredos
 Em .S. saboreio e me sincronizo
 Sabor de Gente
 Semeando Palavras
 Sem Pé Nem Cabeça
 Shilolo
 Em .T. tesão, textura e talento
 Textura
 Troca Letras
 Em .U. me umideço e ultrapasso
 Em .V. valorizo e verborrageio
 Vergonha dos Pés
 Véu de Maya
 Vida como uma Rosa
 Em .W. viro wildiana
 White Star
 Em .X. xereteio
 Em .Z. zanzo em zás-tras
 
 FOTO RABISCOS
 Ady Morena
 Kele Santana
 Moacir Caetano I
 Moacir Caetano II
 Moacir Caetano III







ALÉM DO PRINCÍPIO DO PRAZER
 

TODAS AS LUAS SÃO CHEIAS

Ao entardecer...
...todos os gatos são pardos
...todas as luas são cheias
...todos os rios, o Paraíba
...todos os santos, os Josés dos campos
...todos os verdes, a mata
...todos os vôos, dos pássaros
...todos os prédios, ao longe
...todas as músicas "carolinam"
...todos os reflexos na água
...todos os pensamentos são teus
...toda a saudade distante
...alguns dos amigos presentes...
...outros amores latentes...
...sensações tão evidentes...
...o desejo todo na gente...
...o corpo numa espera carente
...e essa lua que pulsa no sexo ardente.


 Rabiscado por Decca às 00h43 [] [envie este rabisco]


SEGUNDAS INTENÇÕES: SACI

 Eu acredito em Duendes, Gnomos, Fadas, Papai Noel,...
 
e brasileira convicta e apaixonada que sou,...
 
Eu acredito em Saci, Boitatá, Iara, Curupira, Mapinguari,...
 
Há um movimento que nasceu em São Luiz do Paraitinga (SP), uma cidade encantadora, um Patrimônio Arquitetônico Cultural e Natural,  que luta para resgatar os nossos mitos populares, o imaginário popular e infantil da nossa cultura, nossa identidade, nosso Brasil da Silva, e estão recolhendo assinaturas para transformar o dia 31 de outubro:
 
"O Dia do Saci e Seus Amigos"
 
Para aderir acesse o SOSACI
SOCIEDADE DOS OBSERVADORES DO SACI
 


 Rabiscado por Decca às 07h59 [] [envie este rabisco]


PARTILHA

O encanto levo comigo!
Deixo contigo, a saudade, as lembranças e um suspiro
do que se foi, e um sorriso para o que virá.
Tão doce que era a sua presença,
que hoje estranho o toque, o beijo e o cheiro que não vem,
e me descubro silenciosa,
onde quem falava em mim era você.



 Rabiscado por Decca às 09h01 [] [envie este rabisco]


QUANDO A POESIA NASCE PRONTA

Antes dos meus olhos olharem os teus,
muito prazer!
Eu já te amo!
 
Antes das minhas mãos tocarem as tuas,
muito prazer!
Eu já te amo!
 
Antes dos meus dedos percorrerem os teus,
muito prazer!
Eu já te amo!
 
Antes da minha boca saborear a tua,
muito prazer!
Eu já te amo!
 
Antes da minha língua se confundir com a tua,
muito prazer!
Eu já te amo!
 
Antes da minha voz surrurrar com a tua,
muito prazer!
Eu já te amo!
 
Antes do meu corpo se entrelaçar ao teu,
muito prazer!
Eu já te amo!
 
Antes da minha receber o teu,
muito prazer!
Eu já te amo!
 
Antes do meu gozar sincronizar com o teu,
muito prazer!
Eu já te amo!
 
Antes de ti, nem sem (sei) por que,
muito prazer!
Eu já te amo!


 Rabiscado por Decca às 00h15 [] [envie este rabisco]


EXISTIRMOS, À QUE SERÁ QUE SE DESTINA?

Ando sem palavras para descrever o que sinto frente às atrocidades realizadas com os moradores de rua em São Paulo. É um misto de indignação, de paralisação e até uma sensação de que eu estava lá e compactuei do ato quando escolhi nada fazer,... quando me calei,... quando, assim que mudei de canal, abri uma lata de cerveja e esqueci, quando votei errado e quando não cobrei atitude de quem podia fazer algo e nada fez. 

 

O que essa gente fez de errado que causa tanta inquietação? É impressionante o quanto incomoda essa pobreza que, no dia-a-dia escancara a incompetência de quem podia fazer algo e não faz, exacerba o fracasso de muitos, provoca um desconforto quando não dá pra esconder, como fizeram os organizadores da Rio 92, que na ocasião, maquiaram uma cidade, acordaram a quietude e a paz com os maiorais dos morros e varreram para debaixo do tapete o 'lixo humano', essa gente desprovida de um olhar, uma gente que é lembrada somente quando é preciso ser camuflada e esquecida, e que puderam retornar às ruas quando os aviões partiram de volta para o exterior levando os líderes, enquanto aqui desembarcavam dos escombros, um a um, os nossos velhos conhecidos indigentes sem seus disfarces de paisagem.

 

E camuflam nossos pedintes, nossos mendigos e até nossos sentidos, como se nos salvaguardassem, e quisessem nos poupar e nos fazer sentir  como que  agraciados e preservados de toda essa gente que entendem como corja que não dá voto, como se, eliminando-os, não precisaríamos sentir seus odores, não correríamos o risco de estuprar nossas castas retinas ao olhar o feio, nos manteriam intactos das mazelas que surgiriam se fossemos tocados por esse escárnio da sociedade,  não precisaríamos ouvir os lamentos de um igual e ainda, quando os colocam tão distante dos olhos que, misteriosamente, deixam de existir, e em não "existindo", os problemas se encerram, nada há o que fazer. A vida prossegue. Fica uma sensação de trabalho feito, de missão cumprida, seguindo o velho clichê de que longe dos olhos, longe do coração. E por onde é que anda mesmo o tal do coração? Esse coração inflado que passa ligeiro pelas ruas da cidade e não olha o diferente, "porque Narciso acha feio aquilo o que não é espelho", - não é espelho? - e fazem de São Paulo, uma pintura surreal com a cidade grande que corre atrás do progresso, atrás do sucesso, e 'corre' com o que ou quem não é isso, e vão ajudando a transformar a Praça da Sé, o marco zero de São Paulo, região onde tudo começou, a origem, a célula mater, em fonte seca.

 

E assim, me sinto: seca com esse grito e indignação calados na garganta, por que a terra que tudo vê, não viu dessa vez. Nessas horas, ninguém nunca vê nada, ninguém nunca faz nada, mas está lá o sangue marcando e testemunhando a atrocidade, e quando vier à chuva, a mancha sairá das ruas, e com muito custo permanecerá no interior de alguns de nós e muitos esquecerão.

 

Nada justifica essa violência e esses covardes, sejam quem for, precisam ser punidos. E quanto aos milhares que ainda restam nas ruas, crianças, mulheres, pais de família,... faz-se necessário implantar programas sociais mais efetivos e não adianta tira-los dali, enfurná-los em um abrigo, dar comida e mandar tomar banho ou trabalhar. É preciso ajudá-los a resgatar a identidade, fazer com que se percebam como pessoas que possuem desejos, escolhas, ambições, valores e proporcionar que a mudança parta de uma necessidade de cada um, e não por um adestramento e que outrem decidam o que serão e farão.

 

E talvez um dia, quem sabe, aprendamos à que se destina.



 Rabiscado por Decca às 00h23 [] [envie este rabisco]


MANCHETE:

"Morre espancado mais um morador de rua nas ruas de São Paulo"
 
 
Eu vi na tevê,
os olhos zombavam de mim,
preciso seguir.
 
 
 
 
INDIGNAÇÃO
INDIGNA AÇÃO
EXTERMÍNIO
 MUNDO CÃO
EX-AÇÃO
CAOS
TÉRMINO


 Rabiscado por Decca às 08h16 [] [envie este rabisco]


SEGUNDAS INTENÇÕES: O BISSO

a vida vivida intensamente,...
com planejamentos,...
com expectativas,...
com realizações,...
com paixões,...
com sonhos,...

... e daí, como uma dessas coisas da vida e essa vida sempre têm coisas,... uma fatalidade muda o caminho, posterga ou elimina o construído,... o sonhado se esfacela numa cruel realidade,... as expectativas ficam para depois,... assim como as paixões, e algumas nem para depois, podem ficar...

A sensação é de morte em vida,... deve ser! (para mim, seria, imagino eu!)

Qual a fatalidade? Um tiro dado por um assaltante assustado, deixa tetraplégico um rapaz de vinte e poucos anos (hoje com 32),... ele me conta que os primeiros anos foram difíceis,... mas a cada dia ele se reergue um pouco,... e quando conseguiu se moldar num novo corpo, conquistou uma nova vida.

Cheguei até o Bisso pela Sea Princess,... e me encantei com o exemplo de persistência e de estratégias para se adaptar a sua nova vida,... onde o que seriam limites intransponíveis para muitos,... para ele, foram desafios a serem vencidos, e vem vencendo-os, dia-a-dia,...

Faz questão de não ser exemplo para ninguém,... já que a experiência é somente dele,... e que ser tachado de "exemplo" o distancia ainda mais das pessoas,... já que muitos não permitem uma falha do "Bisso, o Ídolo",... Não podemos esquecer que antes de mais nada, o Bisso, é um homem,... que se diz "todo errado",... (risos),... que tem desejos,... pensamentos "libertinos", ...sagrados,... profanos,... e alguém que onde a realidade não permite, cria na imaginação e vai além,... construindo histórias, vivendo e sentindo a vida, intensamente... querendo, apenas, poder ser,... e é,... de forma envolvente, carismático, inteligente (apesar de não gostar de geografia e física,....risos),... e o que mais me fascinou,... ele tem um humor maravilhoso,... e que de mal-humorada, basta a vida,...

Para conhecê-lo, vá desarmado(a)
de preconceitos, de piedade,...

BISSO
(clique aqui)

 

[Bisso][SP...Cap] (nos comentários)
Oi Decca,tudo bem... Muito bacana o que escreveu sobre mim. Essa nova vida é claro que não escolhi,mas no momento é a única que tenho...Então pq não tentar viver feliz com ela?! Todos passamos dificuldades na vida,cabe a nós mesmos por o devido peso e valor que elas tem. O processo demora um pouco,pois tudo tem um tempo, não adianta por um recém nascido em pé que ele não para...passa o tempo ele ganha equilíbrio e anda. A deficiência adquirida pra mim é assim, todo dia em busca do equilibrio em todos os sentidos. A idéia de exemplo, eu discordo sempre...rs, sou todo errado. Exemplo passa uma idéia "de a ser seguido", compreende, tenho que ser correto sempre...eheheh. Como eu digo, séria já basta a vida e de ferro minha cadeira... então vamos nos divertir e ser feliz como dá. O poder sentir é muito bom, de qualquer maneira, perdi o tato, sobrou mais quatro,tenho que aproveitar. Seria frustrante me privar de viver, assim é que deve ser morrer vivo. BjoGde Bisso. : )-------- fuuuuuuuu


23/08/2004 17:41



 Rabiscado por Decca às 00h25 [] [envie este rabisco]


DECCA FASHION WEEK

Ando estilista da minha vida, sigo a moda a minha moda e vou me ajeitando, vestindo a vida cumprida antes que ela saia curta. Enquanto não me assenhoreava, cavoucava brechós em porões guardados e mofados atrás de verdades que moldavam, a outrem, um bom caimento e daí fazia o meu tormento em ajustes de: tinge e reforma, estica e puxa. Agora a máxima está em minha própria forma, em vestir a minha vida num conforto que sei lá porque, impele desconforto no outro e, sabe? Foda-se o outro, se achar que não ando combinando! Porque não ando, mesmo, combinando... a não ser comigo! Ando estilista da minha própria vida e vou me ajeitando,...


 Rabiscado por Decca às 01h04 [] [envie este rabisco]


HOMEOPATIA

de...gus...to...-...me...em...do...ses...ho...me...o...pá...ti...cas...
e...vi...tan...do,...as...sim,...u...ma...o...ver...do...se...de...mim...


 Rabiscado por Decca às 00h05 [] [envie este rabisco]


INIMAGINÁVEL

Percorro-me
alargo-me
momentos meus...
espanto
tão seus...
percorro-te
alargo-me
embebo-me
em emoção,
em dores,
em razões, 
em prazeres
e ilusões...
percorro-mealargo-me
iludida
a
dentrando
milímetro a milímetro...
percorro-tealargo-me
espaço permitido
conhecido
gasto
reserva deflorada
geme
cala firme...
percorro-mealargo-mepercorro-tealargo-me.



 Rabiscado por Decca às 07h50 [] [envie este rabisco]


AMOR QUE DEVORA

Quando era criança e machucava meu pé direito, falava: "machuquei-me",
se machucava o pé esquerdo, dizia: "me machuquei"
e se fossem os dois: "me machuquei-me".
 
Hoje sou adulta e rabisco "machucares" de adultos,...
 
 
Faminta estou
insaciada de ti
"te-devoro-te"
 

 
Te devoro num desejo envolvente.
Devoro-te vorazmente.
Te-devoro-te como uma insaciável sobrevivente
e de novo, carente!
 

 
Quando mais, bem mais que o ensejo, te devoro.
Quando para além do beijo, devoro-te.
Quando a fome de ti masturba o desejo, te-devoro-te.


 Rabiscado por Decca às 00h05 [] [envie este rabisco]


IR REAL

Depois do poema a 4 mãos (10/08/2004), eu e o Moacir Caetano, nos deliciamos na prosa,... e por mais que eu descreva, não será possível transmitir a sensação de receber as palavras "ordenhadas" do outro, sugar com vigor, nutrir-se e ordenhando minhas próprias tetas literárias ver jorrar as falas de forma ordenada ou confusa,...
 
Vale uma andança nas terras virtuais do Moacir Caetano, com links por toda parte no Rabiscando,... antes disso, a nossa prosa:
 
 
 
IR REAL
 
Espreitava dos dois passos quadrados que lhe cabiam na sua cotidianidade. Arriscava suas atitudes kamikazes no vasto espaço do seu ser, cometendo suas maiores loucuras e extravagâncias. Talvez por isso fugisse sempre para dentro de si quando a turbulência no entorno ameaçava - com atrocidades ou calmarias excessivas - o conforto interno instalado.

Pena que dessa vez não fosse possível! Não! Dessa vez fora longe demais, rompera todos os seus limites, distendera a realidade até um ponto impensável. Seu ser tornara-se pequeno demais para sua loucura! E o que havia de realidade já não encontrava alinhamento. O vampiro estava a solta. Supostamente morto. Saído do túmulo para sugar o sangue dos vivos, sentia-se assim!

E a substância passara a ser conseguida na dialética: devorador-devorado. Ávido de viver, consumia-se, e em sua costumeira insaciabilidade fronteiriça, percorreu o gosto da distância, alargando-se. Deflorando-deflorado. Devorando-devorado. E como amaldiçoado donatário recém urgido, experimentou a permeabilidade do viver.

Pela primeira vez em sua vida, deixou a cargo de outros seu destino. Cansara-se de ser o responsável por todas as mazelas desse mundo. Chega! Já era momento de permitir-se a loucura que sempre procurara em seus versos. Era hora de se transformar em seus próprios versos! E quem não gostasse, que fechasse as páginas e interrompesse a leitura! Levantou-se, dobrou os lençóis... ah, fodam-se os lençóis! Desfez a cama novamente e saiu. Tinha um encontro marcado consigo mesmo.


 Rabiscado por Decca às 00h14 [] [envie este rabisco]


CURSO PARA DIARISTA

Estou pensando, seriamente, em me matricular em um Curso para Diaristas. Expectativas de ganhos de 50 reais/ dia e chegaria ao fim dos exaustivos preenchimentos de fichas colocando experiências e mais experiências e ouvir: "Imagina, você possui experiência demais para a vaga" ou "O salário não está a sua altura" ou ainda "Não diga que lhe falei, mas... não posso contratá-la, seu perfil é melhor do que o do pretenso supervisor imediato" ou por fim,... "Dispõe de criatividade, ousadia e comprometimento demais para o cargo,...sinto muito!". E como diarista, não! Afinal, não possuo experiência alguma, nenhuma criatividade, ousadia ou comprometimento e sem o perigo de ameaçar a patroa, e o salário,.... ahhhhh, um salário!


 Rabiscado por Decca às 07h02 [] [envie este rabisco]


SENTIDOS

 

Seus próprios líquidos a umedeciam internamente até escorrerem, secretamente, por entre as coxas e inundarem os dedos desconhecidos em razão do tamanho atrevimento empreendido. Antes, tímidos, não percorreriam seu estreito território em busca de prazer, e agora, que descobrira a sensação extenuante, recolhia-se contorcida em espasmos, como se pecasse.  Sem perceber, a mão procurava o olfato e perdeu-se no percurso esfregando-se nos seios que cresciam recente, e um arrepio fez com que fechasse os olhos e respirasse, profundamente, enquanto a mão prosseguia a jornada empreendida deslizando a pele virgem e suave. Pôde sentir o cheio da viscosidade vadia e que, escorregadia, unia-se a saliva quente e aos lábios sedentos. Entre cambaleante e trêmula pela respiração pulsante no corpo, pegou o pequeno espelho cor-de-rosa e deslizou como se escovasse sua tez despudorada com o objeto, tendo como cúmplice os próprios olhos que se divertiam e aprovavam, o que ela sentia. Passou a espelhar milímetro a milímetro exibindo poros sedentos e animados a novos deleites. Esquadrinhou-se inteira em malícia. Jamais se vira antes assim, e a novidade livrou do cárcere um gemido de satisfação.



 Rabiscado por Decca às 00h20 [] [envie este rabisco]


POEMA A 4 MÃOS: DECCA E MOACIR CAETANO

Com lançamento, simultâneo, em dois blogs e estreando em circuito internacional:

Os poemas a quatro mãos de Decca e Moacir Caetano

 

P.S.: Adorei esse leva-e-traz virtual poético dos últimos dias,...

 


AMOR
Decca e Moacir Caetano

Quando o amor acordou, estava morto
Nada havia, pulsação, emoção.
Arrefecia.
  
Quando o amor acordou, anoitecia
De azul em azul, inebriante, vestiu o céu
de uma noite negra e fria
  
E antes que adormecesse novamente
despertando assim em sobrevida
recolhi todos os vestígios de lembranças tingidas
e fui em frente
 
E sem querer, reinventei
o amor onde antes não havia
germinando em mim incubadora a revelia.
 

LIMBO
 
Quando o amor acordou, estava morto
jazia a minha sombra perambulante
(antes agora que antes)
e eu, descompasso fenecendo
dormia à sombra do gigante

E já não era mais o mesmo
já não era quem um dia fui
acreditando ter sido, compadecido
extasiado, de um nada amortecido
extenuado, estendendo-me a esmo
 
Estorvo inútil com graça recolhido
antes de estorricar e de ser para sempre banido!
 

... e das rebarbas, fizemos:
 
SECRETO SILÊNCIO
Secreto silêncio que atordoa
mil formas fantásticas fazendo-se a toa
em giz com escritas fáceis e borradas
  
e em tua voz
promessas nunca antes reveladas...


 Rabiscado por Decca às 07h16 [] [envie este rabisco]


SEGUNDAS INTENÇÕES: ENERGIA ELÉTRICA

Enquanto formos perdulários em alguns aspectos imprescindíveis da vida, prosseguiremos colocando em risco o futuro da nossa existência. A não economia da energia elétrica poderá gerar um desgaste excessivo e provocar o CAOS. Temos que ter atitudes e ações efetivas que nos garantam que toda a high tech e a inteligência humana, estarão a serviço da humanidade e da exploração adequada com nossas riquezas naturais, caso contrário, teremos excelentes apetrechos criados e inutilizados por nossa ganância.
 
Quando terminar de ler esse post, junte-se a tantos e faça a sua parte
CLIQUE NA IMAGEM E ECONOMIZE ENERGIA
 


 Rabiscado por Decca às 08h42 [] [envie este rabisco]


PAI HERÓI

SE 
Se uma porta
me impedir de seguir
tenho ao pai!

 

PAI HERÓI
Herói pra mim,
pequena ainda que sou.
Jamais crescerei!



 Rabiscado por Decca às 02h19 [] [envie este rabisco]


BLOG, MEU QUERIDO BLOG

Era uma vez, em algum lugar da internet...  
Antes de Ontem do Mês do Ano Atual.
Acordei, fui ao banheiro, lavei mãos, rosto e escovei dentes. Tomei Café e meio pão com manteiga. Arrumei a casa. As tantas horas, fiz o almoço, almocei e limpei a cozinha. Fui dormir. Acordei, fui ao banheiro, lavei as mãos e rosto. Tomei café e assisti a sessão da tarde. Tocou o telefone, era ninguém. Preparei o jantar, jantei, arrumei a cozinha. Tomei banho, depois assisti a novela das sete, o jornal e a das oito. Senti sono. Fui ao banheiro, escovei os dentes. Dormi.
 
Ontem do Mês do Ano Atual.
Ler o de ontem, acrescentando um cansaço, uns 10 minutos de atraso e retirando a parte do banho.
 
Hoje do Mês do Ano Atual.
Ler o da semana que vem, ou o do dia primeiro do Ano Retrasado.
 
... e viveram felizes para sempre recebendo visitas de "Gostei do seu, passa lá no meu!"


 Rabiscado por Decca às 08h21 [] [envie este rabisco]


FRASES

FRASES                                                                FRASES
 
Curtas ou não,                                                      Curtas ou não,
com algum sentimento,                                      com algum sentimento,
é poesia!                                                                é poesia?
 
                                                  
                                        É OU NÃO É?
 
 


 Rabiscado por Decca às 09h37 [] [envie este rabisco]


12 MÃOS E UM TEXTO

Diretamente de uma quinta-feira passada, julho 29, 2004,  o resultado de uma espécie de 'gincana literária', publicado no Vergonha dos Pés , um texto feito à doze mãos, vide rodapé, e onde pude participar e aprender peculiaridades do gênero humano.

A criação de cada parágrafo passado, serviu de sustentação e de possibilidade de um parágrafo futuro,... mas o livre arbítrio permitiu um parágrafo presente,... um fazer,... uma acontecência,...

"...Na fresta da minha janela raiou, vazou a luz do dia. Entrou sem me pedir licença querendo me servir de guia..."  (Oswaldo Montenegro)

(1) O rapaz fora espancado por uma ensolarada manhã de inverno. Andava ainda sonolento quando os primeiros raios bateram em sua face. Foi uma atitude covarde. As pancadas marcaram todo o seu corpo, sem piedade. A luz o cegava. Foi tudo muito rápido. Não houve tempo para uma reação. Depois dali, seguiu seu caminho na certeza de que o mundo realmente andava muito violento, especialmente em manhãs como aquela. (2) Numa padaria, do outro lado da rua, a moça tomava seu café enquanto o destino lhe aguardava distraída. Havia reservado aquela manhã para encontrar o seu lugar ao sol. Reparava no céu límpido e claro enquanto o rapaz acidentado passava por ela vagarosamente. Sentou-se na mesa ao lado. Usava um par de sapatos verde-água. A moça achou graça naquilo. (3) Percebendo o olhar disfarçado denunciado pelo ar de riso da moça, o rapaz teve a certeza de que, desde que o cuco anunciou rabugento as primeiras horas da manhã, não deveria ter saído de casa. Nem deu tempo de dar o primeiro gole em seu café, e do sorriso tímido na mesa ao lado, o olhar se fez curioso, e era perceptível a respiração ofegante, aumentada em freqüência ritmada à medida que a moça fitava seus sapatos verde-água. Seus olhos acompanhavam e desviavam rápido entre a respiração dela e os sapatos. E, novo desconforto se deu porque parecia que ela algo entendia e ele não. (4) O estalar dos raios solares se fazia vivo na memória recente do rapaz. O relógio voltava no tempo: o olhar desconfortante, a moça, o café, o banco redondo da padaria, a surra covarde e quente e, por fim, o som da porta se batendo na noite passada pela terceira e última vez. Há coisas que ficam pra trás enquanto outras acontecem assim sem razão de ser mas já sendo. (5) A moça levantou-se. Enroscando no ombro uma mochila velha, enroscava também suas próprias pernas num fluxo poético que dançava em direção ao rapaz. Estupefato, este ouvia ecoar em seus tímpanos um bater de porta contínuo que, por vezes, confundia-se-lhe com o passear da garota, segundo em segundo, mais perto e mais viva; a padaria a desaparecer dentro dela mesma, destacando a moça num alto-contraste de capa de revista. (6) Como explicar que o ambiente ardia, mas não lhe doía como as pancadas do amanhecer? De certo era ela um sol todo particular, emanando de si mesma, num sorriso que o incomodava ao mesmo tempo que lhe dourava a alma. Perguntou as horas, quase nove, agradeceu. Ela sorriu balançando os cabelos, perguntou dos sapatos verde-água, ele riu, estava com tanta pressa - enfurecido - que pegara a primeira coisa que vira pela frente e calçara. Ficaram um momento se olhando, sol e corpo estranho, um rodando e o outro dando sentido à rotação. "Quer sentar?". Agradecida, pôs a mochila sobre a mesa. Ali, onde estavam entretidos, numa mesa de padaria, nascia uma nova estrela em plena manhã; um sol que não mais violentaria aquela vida pequena, mas lhe serviria como a luz tênue da esperança, nas horas mais vagas e escuras.


Rodapé
(1) - Rodrigo Ávila -
rodrigoufpel@hotmail.com
(2) - Maíra Viana -
Vergonha dos Pés
(3) - Decca -
Rabiscando no Papirus
(4) - Tato Zonzini -
Forever Yellow Skies
(5) - Luís Moura -
Pútrido Retroativo
(6) - Luigi Piccolo -
Ventos Alísios



 Rabiscado por Decca às 07h27 [] [envie este rabisco]


DANÇANDO PELA NOITE

Bater a cabeça porque o banco, onde você estava sentada, quebrou, dói.
Passar a noite e a madrugada toda em um hospital em observação é desconfortável.
Ter várias pessoas gargalhando do tombo que você levou, não tem preço.
Pra todo o resto tem o "rabiscando", me ajudando a dar conta.
 
RESUMINDO:
20hs00 - Chegada ao INPE - Comemoração de aniversário do Instituto
20hs05 - Dancei muito ao som do Peleco & Banda (fantástico, por sinal!)
24hs00 - Cansei, sentei de costas para a mesa e apoiei os pés doloridos no banco da frente
24hs05 - Antes que um segundo amigo sentasse ao meu lado, o banco quebrou.
24hs05 - Eu no chão, gargalhadas e a dor de ter batido a parte de trás da cabeça, na mesa.
24hs06 - Ânsia, saco com gelo no local da pancada, curiosos, das risadas à preocupação.
24hs07 - A ânsia aumenta, caravana de amigas até o W.C., meninos vigiam a porta.
24hs08 - Sensação do lado esquerdo do rosto formigando, perna esquerda falhando.
24hs23 - Caravana de amigos (queridos que são) em direção ao hospital.
24hs24 - Amiga, no carro, me obriga a contar carneirinhos para que eu não durma.
24hs41 - Médico I prescreve um remédio e diz para voltar se continuar o ênjoo
24hs43 - Amiga inconformada, quer outra opinião. Sugeri que fizessemos melhor de 3 (risos)
24hs50 - Preenchimento de Ficha, com a participação dos amigos:
               TELEFONE? RESP: um pequenininho assim, moço. Prateado. (risos)
               SEXO? RESP: simmmmmmmmmmm (risos)
               OBS.: Atendentes de hospitais não tem muito senso de humor.
01hs15 - Médico II alarmista diz que em 95% dos casos não é nada, mas em 3% deles,... afffff
01hs17 - Desci um ombro da jaqueta e disse aos amigos que iria para uma sessão de fotos
01hs35 - Radiografia: nada quebrado
01hs40 - Confabulando estratégias para nada dizer aos meus pais
01hs41 - Amiga simula bebedeira ao falar com minha mãe e diz que ficarei na casa dela (risos)
 
bem,... apesar do susto,... há tempos não me divertia tanto assim,... sou adepta do bom humor e meus amigos foram brilhantes, inclusive pela manhã, quando alguém linda foi me buscar e tirar satisfação do médico, que na opinião dela, me deixou abandonada. Agradeço o carinho! Estou bem, apesar do galo e de estar um tanto quanto mais lerda do que o normal, e olha que sou lerda,...risos. Jamais esquecerei a mão da amiga segurando forte a minha e não me deixando dormir, jamais esquecerei a mão na perna do amigo que dirigia, como se dissesse: 'se precisar, estou aqui', jamais esquecerei da carinha de um outro querido amigo, na janela de vidro do hospital, com o nariz esborrachado para enxergar melhor o que estava acontecendo, e do porquê que a gente demorava tanto quando desceu para a radiografia. Jamais esquecerei do humor que reinou pleno, a noite toda.
Obrigada, turma!


 Rabiscado por Decca às 09h37 [] [envie este rabisco]


MAR DE PORQUÊS

Como criança perdida em seu mar de porquês, perguntava por que ainda se mantinha constante a sensação dos dedos firmes emaranhados em seus cabelos? Por que o cheiro da noite morava em suas narinas e a boca ainda trazia a fricção de lábios e línguas, dias depois? Por que a pele estampava-lhe insistentes arrepios como lembrança da sensação percorrida nas extremidades? Por que seus dedos agiam como se embrenhassem em pêlos em peitos másculos? Por que em suas mãos avolumavam-se memórias de desejo até extenuar sua racionalidade? Por que lhe disparavam espontâneos ruídos lascivos a entontecê-la?  Por que o ar não rima com água se as borbulhas minerais das águas com gás instigam e saboreiam o líquido frisante, estimulando-o? Por que dos 'nãos', se tais alucinações entranhavam e entesouravam-lhe a alma?



 Rabiscado por Decca às 00h11 [] [envie este rabisco]


DESORDEM POÉTICA

* Hoje, especialmente, não haverá o "Segundas Intenções"
 
 
Minha desordem poética numa distância imagética, de mim.


 Rabiscado por Decca às 11h33 [] [envie este rabisco]


BLUE MOON

 
 
Composição a partir de uma foto de ABrito
 
 
A Lua Azul
e eu com minhas fases,
e você aqui!


 Rabiscado por Decca às 09h25 [] [envie este rabisco]