“PAPIRUS em nova fase - em nova temporada - ALÉM DO PRINCÍPIO DO PRAZER
BLOG - STEER RH CONTATO













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Mais além do Princípio do Prazer
 Em .A. aprecio e daí, atrevo-me
 Absorvendo mim Mesmo
 Anti-Marmotagem
 Aquarela das Cores
 Em .B. bailo ao bel-prazer
 Botequim Poético
 Breves Histórias Cotidianas
 Em .C. cadencio em movimentos
 Celebreiros
 Em .D. desejo em desmensura
 De Gaulle Tinha Razão
 Dígito
 Em .E. efervecente emoção
 Ensaios do Eu
 Escucha me Porra
 E tenho dito
 Eterno Amor de Platão
 Em .F. farto-me da fome
 Feita em Versos
 Em .G. garimpo gozos
 Grande Onda
 Giramundo (...) Girassol
 Em .H. de haver faço harmonia
 Em .I. me inspiro com impudor
 Em .J. faço jus
 Em .L. latejo em labirintos
 Em .M. descubro outros matizes
 Mamas e Tramas
 Marcelo Brettas
 Moacir Caetano
 Monolito
 Mude
 Muiraquitã
 Em .N. norteio o que vinga
 Neurotóxicos e Chuvas Esparsas
 No Problem
 No Lado Escuro da Lua
 Em .O. observo o oculto e ouso
 Em .P. percorro-me em paixão
 Patrícia Costa
 Pérolas de Pérola
 Primícias Poéticas
 Em .Q. alimento meu querer
 Em .R. reedito o risco
 RevelAções
 Revelando Segredos
 Em .S. saboreio e me sincronizo
 Sabor de Gente
 Semeando Palavras
 Sem Pé Nem Cabeça
 Shilolo
 Em .T. tesão, textura e talento
 Textura
 Troca Letras
 Em .U. me umideço e ultrapasso
 Em .V. valorizo e verborrageio
 Vergonha dos Pés
 Véu de Maya
 Vida como uma Rosa
 Em .W. viro wildiana
 White Star
 Em .X. xereteio
 Em .Z. zanzo em zás-tras
 
 FOTO RABISCOS
 Ady Morena
 Kele Santana
 Moacir Caetano I
 Moacir Caetano II
 Moacir Caetano III







ALÉM DO PRINCÍPIO DO PRAZER
 

TOUR

Junho se finda, desde o princípio de maio a cidade foi invadida pelas festas 'juninas' que, para não se atravancarem, comemoram o 'ano todo'. Na minha infância adorava essas festas tradicionais pelos quitutes, o correio elegante, a 'Maria-Chiquinha no cabelo, o vestido de chita, o chapéu de palha, os estalos da fogueira, os brindes conseguidos no tiro ao alvo, a quadrilha, e eu adorava dançar quadrilha, aliás, eu sempre adorei dançar, desde os meus 4 anos quando comecei a fazer balé, jamais parei. O balé clássico foi o que menos me seduziu, depois passei pelo moderno, o jazz, sapateado, dança contemporânea, butoh, dança do ventre e dança de salão onde tive o prazer de dividir o palco com o Carlinhos de Jesus e de ser discípula do Jaime Arôxa, meu eterno mestre. Jaime sabia meu nome, mas me chamava de Tereza, dizia que Andréa (e esse é o meu nome) não era tão sensual como tudo o que incorporava um "Te-re-za" e que, segundo ele, combinava mais comigo. E, sinceramente, ele poderia me chamar do que quer que fosse.
Mas eu ia falando de festas juninas e de quadrilhas porque lembrei que junho se finda e não fui a nenhuma dessas festas, até que veio sábado passado, e na praça pude assistir a um casamento caipira como "antigamente". Não antigamente, mas o "meu, antigamente", e eu explico. Os atores/ personagens estavam em pernas-de-pau e isso me dava a ilusão de que eram adultos, e eu não, e adultos altos, como eu lembrava que eram os dançarinos da minha infância e eu, pequenina, cá embaixo, olhando para cima com os olhinhos brilhando de emoção, as palmas e os pés acompanhando o ritmo do São Pedro, Santo Antônio e São João. E veio o tour, o caminho da roça, a cobra, a 'desmentira', a chuva, nova 'desmentira', o túnel e novamente eu, passando por aquelas gigantescas pernas-de-pau, entrando no túnel e voltando a ser criança junto com quatro dos meus amiguinhos.


 Rabiscado por Decca às 07h28 [] [envie este rabisco]


40 CENTÍMETROS DE PROFUNDIDADE

"ANSEIO AMIGO" (Solidão da Alma)
Nadiejo Pedroso(*) 
 
saudades do que eu não vivi...
falta que dói no peito sei lá por quê
vazio... estranho...
parece que nunca entendi por quê  aqui vivi
mundo sem sentido, volta sem perigo
deslocado
tresloucado
 
(*) NADIEJO PEDROSO: É músico, poeta, compositor e um amigo querido, que enviou há alguns dias (via e-mail) essa poesia e somente hoje fiz a gentileza de publicá-la. Me perdoe, Nadi, isso não mais se repetirá, prometo! rs*,... aproveitando,... quando iremos montar o seu espaço?
 

 
40 CENTÍMETROS DE PROFUNDIDADE
 
O máximo de sua profundidade era, tal qual, uma poça d'água, mas queria ir além e cavoucou, cavoucou e cavoucou exatos 40 centímetros e passou a "auto-jogar-se" aquela água que brotava do chão, água que era lançada para cima lembrando confetes e serpentinas em auges de carnaval, e magistralmente, dizia: "estou me afogando, estou me afogando". Para ser menos cruel, teve um dia que ajoelhou-se e assim pôde sentir a água batendo na bunda. 

BÔNUS:
Fui incluída no Top de Linha da Lista de Boas Safras do
e olha que apenas modifiquei o template, nada mais,... eu juro!!! rs*
(que tal fazer um agrado e colocar uma ou duas imagens de homens crescidos?,...
ninguém pode dizer que não tentei, né?,..eheh)


 Rabiscado por Decca às 00h24 [] [envie este rabisco]


FLOR-DA-PELE II

Segundo o Aurélio, uma tradução possível para ‘hospital’ é ‘que pratica a hospitalidade; caridoso, benévolo’, e isso pôde ser percebido no olhar humanizado da profissional que nos acompanhava durante a visitação, me nego a ficar com o conceito de visita puro e simples, pois na visita percebo menos a ação, quase uma prostração, já na ‘visitação’ há a presença dum olhar atuante, uma ressalva, uma vez que já estou impossibilitada de um atuar de fato, visto que sou visitante, e essa é hoje, a minha única atuação possível, atuar em mim através desse olhar que perpassa pelo outro, sem perseverar.

 

Na visitação, o que mais marcou foi a ausência da impessoalidade, do confinamento, da contenção que na maioria das vezes não está marcada pelas amarras reais, mas pelas amarras invisíveis e essas restringem deveras. A presença da lucidez em alguns, torna a ‘permanecência’ ainda mais cruel.

 

A diferença dos recursos particulares para as instalações populares, é visível, são cruéis, mas apenas reproduzem o que está posto além dos muros, o que já acostumamos olhar, e acostumados que estamos, incorporamos a paisagem como se fosse natural.

 

Mas por que ‘ali’ choca mais? Por que ali há tão forte presença cruel?

  • Porque ‘ali’, a visão é focal, o olhar não pode ser desviado, não pode ser romantizado e sequer poetizado;
  • Porque ‘ali’ não dá para virar na esquina antes da próxima favela;
  • Porque ‘ali’ não dá para fechar o vidro no sinal fechado, olhar para frente e diminuir a visão periférica;
  • Porque ‘ali’ o que está presente, escancara;
  • Porque ‘ali’ precisa olhar a dor e o lamento do outro;
  • Porque ‘ali’ não é possível dar as costas porque se der, pode ser atacado, são menos "domesticados" (será que para os tantos que damos as costas fora dali, também não querem nos atacar, pela ausência desse olhar?);
  • Porque ‘ali’ a aproximação fede não somente pelo cheiro do outro, mas fede o seu próprio cheiro;
  • Porque ‘ali’ todo o escárnio está posto à mostra e nesse olhar forçado para o micro, só é permitido esquadrinhar.

OBS.: Esse post encerra (?) a continuação do post anterior



 Rabiscado por Decca às 12h53 [] [envie este rabisco]


FLOR-DA-PELE I

Prestando conta, mal dou conta de mim e deparo-me com a impotência de dar conta do outro. A Psicologia colocou-me em contato com a dor, com o sofrimento,  com o sangramento da alma, com uma dor psíquica que chega leve, encoberta, avassaladora e se manifesta cruel ao se construir silenciosa feito qual um inimigo íntimo, instalando um estado de putrefação humana em mim e no outro. Aprendo na lida diária velar, revelar e desvelar minhas dores, constituindo-me forte como bambus que envergam quase a tocar o chão, e as vezes tocam, e retornam em balés nem sempre suaves, ao som de zumbidos finos e constantes, inaudíveis e ensurdecedores, mas a estrutura se faz presente, permanece estável apesar da perda das folhas, da vinda das novas mudas, dos brotos e das cicatrizes pela fricção das hastes, e assim, permaneço como um ente pertencente a mim, marcado pelo que meus olhos denunciam e pelo viés e revés de um turbilhão de sensações, sentimentos e emoções. Mas quando adentro uma Instituição que mira retirar do surto e desfazer a crise e encontro amontoados humanos desconstituídos de si, rasga no peito uma dor que não cala e se cicatriza em quelóide. Homens e mulheres que recebem um saco com a roupa que irão vestir, que zanzam num estreito espaço onde tocam o limite da liberdade, talvez por isso seja mais fácil refugiarem-se em suas próprias mentes, onde a ausência da lucidez não impõe barreiras. Mas o que é que eu falo? O que entendo eu de liberdade, se me aprisiono na impotência de nada (poder) fazer e de apenas ter o "privilégio" de assistir de camarote ou encenar uma ou outra cena, onde algo é ouvido e algo é respondido num espetáculo de 'macabra' interatividade? Maldita falta de superficialidade que me garantiria a proteção de tamanha dor, quisera eu me inundar e me afogar em questões rasas, percorrendo e me perdendo na conhecida flor-da-pele, a segurança daqui, por ora, bastaria.



 Rabiscado por Decca às 11h13 [] [envie este rabisco]


QUASE

QUASE


by Fernando Macedo

Por mais que esprema,

é tudo o que quase sai.



 Rabiscado por Decca às 01h09 [] [envie este rabisco]


ÁLBUM DE FOTOGRAFIA

Não saia de casa sem o álbum de fotos da filha que vivia na bolsa, a filha, ainda pequena, no colo, e a bolsa a tiracolo no ombro. Se encontrava alguém que dizia da beleza da menina, tirava a menina do colo, o álbum da bolsa e mostrava as fotografias com a roupa bonita no dia do casamento do cunhado, a belezura que estava no dia do batizado, o book de um ano, parte do book quando havia a pouco feito dois, e a pessoa seguia, o álbum voltava para a bolsa a tiracolo e a menina pro colo. Se na fila do banco, o senhor logo atrás, brincava com a linda menina, ela virava orgulhosa, punha a menina no chão, tirava o álbum da bolsa e mostrava desde a primeira, a da roupa bonita no dia do casamento do cunhado, e depois a do batizado, a seqüência dos books, e a fila do banco andava, até que um dia chegou a sua vez, guardou o álbum no colo, a filha na bolsa a tiracolo e saiu. No elevador encontrou a vizinha, curiosa que era, e perguntou se eram fotos, ela sorriu, abraçou o pacote e disse que sim. 


 Rabiscado por Decca às 00h12 [] [envie este rabisco]


DEFINIÇÃO DE DECCA:

PORÇÃO VAZIA CERCADA DE PELE POR TODOS OS LADOS
  
 
Da pele, brota-lhe a emoção,
da emoção o que escreve
no que lhe falta, no que e no onde não é,
e no que não sente, verve do pensamento,
que versa a porção vazia, a versejar.


 Rabiscado por Decca às 00h40 [] [envie este rabisco]


PRÍNCIPES E PRINCESAS

A brincadeira era a seguinte: eu sentava no sofá, uma corneta apontada pra mim como uma espingarda 'fazia' um "pá" e tinha que deitar no sofá, cair, rolar pelo chão até a metade da sala, ao som de "pá's" contínuos e ficar lá, inerte, a espera de um beijo que era dado com tamanha intensidade, e ressurgia as forças necessárias para que eu enrolasse meus braços no pequeno e dissesse: "Meu príncipe! Meu príncipe!", e em seguida ouvia: "Agora, eu!". E lá ia ele, deitando no sofá após o primeiro "pá", rolava ao som de outros tantos, até o meio da sala e permanecia inerte, dava-lhe um beijo de igual intensidade, e os braçinhos se enrolavam em mim, dizendo: "Meu príncipe! Meu príncipe!". Em seguida, vinha um "Agora, você!!". Deixamos para que em um outro momento seus pais lhe explicassem que havia um feminino para 'príncipe', por ora, bastava a sua assexualidade, a sua ingênua homossexualidade, a sua ausência de preconceito. Ah! Como precisamos aprender com as crianças ou reviver as que existem em nós.

Daí me lembrei que hoje é aniversário da Marina Witt, 16 anos. Já?!!! Nossa, como passa! Filha de meus primos Ivan e Silvia, irmã da doce Carol, eu já a amaria apenas por ser minha família, mas a Marina me faz amá-la pelo que é desde pequena, e no que vem transformando-se. Má, talvez não se lembre, era muito pequena ainda, você morava na Espanha, estávamos em visita e chegara o dia em que tínhamos que voltar, sairíamos de Cádiz em direção a Madrid, ainda de madrugada, para o embarque e você estaria dormindo, tínhamos que nos despedir na noite anterior. Pedi um abraço e do tanto que rolamos e brincamos em terras espanholas, você pulou nos meus braços, sem entender que para mim tinha a dor de te deixar, para você era uma brincadeira de abraçar, talvez porque despedidas para crianças não passem de um "até já". A Oma, a nossa Ominha querida, te pediu um abraço e com aquela manha toda que lhe era peculiar, negou-lhe. Entendia você, mas eu não podia suportar ver a Oma triste e inventei uma brincadeira 'muito legal', ia até o final do corredor de cerâmica branca, e corria com uma felicidade tamanha, com os braços abertos, até o quarto em frente, onde, na beirada da cama de casal, a Oma esperava. Eu a abraçava e beijava-lhe muito. Repetida mais uma vez, a minha brincadeira 'muito legal', estava você no final do corredor, pronta pra partir em disparada ao encontro da Oma. A Oma chorava, não sei ao certo se de emoção ou se pelo cansaço dos 80 e poucos anos dificultarem o abaixar para ir ao teu encontro 'pequeno', mas ela não reclamava, aliás, ela jamais reclamou, ela aproveitou cada corrida sua para mostrar o quanto ela te amava e tenho a certeza que ainda te ama, nos ama, independente de onde estiver.
Minha linda Marina, sei que te frustrei quando não te proporcionei a chance de ser minha dama de honra no dia do meu casamento, afinal não casei. Ao menos mantive minha promessa, se eu casasse, seria você a minha daminha. Hoje estás crescida demais para isso, para entrar com as alianças, a não ser que façamos um casamento cafona a 'la americanos', e você aceite colocar um vestido rosa ou azul em tecido cetim. Mas acho que não, nosso amor vai para além disso, tenho certeza.
Parabéns, Má! Te amo muito! Felicidade, hoje e sempre!


 Rabiscado por Decca às 11h49 [] [envie este rabisco]


ACERVO

Já há algum tempo, escavando minhas entranhas e subjetividade, somente agora, no momento em que estive separando e catalogando meu acervo pessoal, e fiquei olhando as salas abertas para a visitação, percebo que me pareço cada vez menos comigo por não saber ao certo como me parecia. Havia tantos valores não meus, em mim e ainda sinto a ausência de muitas das peças que me eram próprias.
 
Nesse novo rearranjo que aos poucos mostro e ainda em fase experimental, coloquei o acervo principal e as intervenções na mesma ala, já que não me foi possível separá-los, tamanha a fusão, e com certa cautela, tratei de organizar em pequenas subdivisões por décadas, desde 1966. Não estranhe peças infantis em fases adultas, os locais são esses mesmos. Algumas áreas que apresentavam lacunas foram mantidas tal qual o original, prevalecendo os espaços vazios já que pouco ou um quase nada significativo foi realizado nesses momentos. As grandes obras também estão lá.
 
Em algumas das peças, não toque, são sensíveis demais e eu não suportaria. Tem as que são respostas da minha sazonal idade e das minhas inúmeras fases. Outras não foram possíveis serem restauradas, pois com danos irreparáveis, a tentativa de um restauro poderia colocar em risco a presença do aprendizado e assim, optei que permanecessem como encontradas, para lembrar e não mais viver as mesmas dores. Outras não tenho muita certeza de serem de fato minha, acreditei por tantos anos em tantas coisas que é possível que uma ou outra peça, não seja exatamente pertencente ao meu acervo e nesse caso, me perdoe, e se assim for comprovado, simples, devolvo, porém antes, farei uma réplica e colocarei em local de destaque na ala das influências, pois se por aqui esteve por longo tempo, se não é meu, é influência. Nessa Ala das Influências, tamanho ecletismo, não foi possível definir um estilo único ou organizar por segmentos, diante disso, se apresenta de forma aleatória e talvez uma 'ilógica' própria.
 
Na ala reservada às instalações, manipule, cheire, experimente, deguste, toque, vista, esfregue e roce a pele, role, caminhe descalço, pise firme ou não, e sinta o que, onde e de que maneira, abala. Grite alto e sussurre, agrida, acarinhe, despreze, admire e então, silencie a voz, os passos, os ouvidos, o olhar e aguarde o que disso tudo vier. Não será mais tão maquiado, nem sempre haverá requinte, porque agora, me dou ao direito ao "não". Talvez surja algum sofrimento ou alguma dor, - inevitável. Talvez eu gargalhe, juntos até, não sei.
 
Uma grande área está ocupada com peças que não foram possíveis identificar como próprias e por assim serem, estão disponíveis para a retirada bastando à coragem de se pronunciar: proprietário. Algumas estão bem gastas pois enquanto estiveram aqui, achei que fossem minhas e então, usei e abusei e me lambuzei, indevidamente, mas apenas hoje sei. Ficarão disponíveis por um tempo determinado, após isso, serão descartadas ou doadas, pois, o espaço me é precioso, e quero apenas o que "me cabe, minha vida, para que não mais existam amores servis", na paixão ou na amizade. Algumas peças que eu mesma trouxe, faço questão de devolvê-las, pessoalmente, talvez eu deva algumas explicações por ter trazido algo que não me pertencia e ter usado como próprio, algumas fiz por gosto, outras me emaranhei.
 
Em algumas áreas, a permissão para a circulação será exclusiva, não por ser totalmente, imprópria, mas por estar cansada de me prostituir em meus princípios e dar acesso a quem escolhe e não ao escolhido. Essa é uma ala seleta, porém não espere nada especial, aqui tem também algumas das coisas que não gosto, há partes profanas, simulacros sagrados, não importa, nesse espaço serei 100% eu e me permito gozos e apenas a poucos, o acesso.
 
Talvez me encontre perambulando entre uma ala e outra, pois ainda preciso me acostumar a esse novo olhar de mim, esvaziada de alguns critérios, saudosa do que aqui estava e alguém se apropriou.
 
Nem tudo ou bem pouco deverá sair daqui, principalmente os que estiverem catalogados com a inscrição "Decca", às poucas peças que forem permitidos à esse privilégio, sairão sem embalagem, nuas e cruas, tão qual me dispo. .
 
Como há muito, ainda, para ser recuperado, peço que, alguém que tenha algo meu em seu poder, "me-devolva-me", pode ser feita de forma anônima, já que a burocracia foi eliminada. Basta deixar na porta, saberei reconhecer.


 Rabiscado por Decca às 10h22 [] [envie este rabisco]


EM OBRA

ESTAMOS EM OBRA

REABRIREMOS QUANDO ACABARMOS DE

CATALOGAR TODO O ACERVO.



 Rabiscado por Decca às 12h08 [] [envie este rabisco]


BONS MODOS

PARA USO INTERNO:

É FALTA DE EDUCAÇÃO FALAR COM A BOCA CHEIA???!!!

POIS ENCHO A MINHA, BEM CHEIA, PRA ME DIZER:

A M O    V O C Ê !!!! (*)

(*) "Eu "si" amo muito e sou correspondida, intensamente"



 Rabiscado por Decca às 01h43 [] [envie este rabisco]


SUBJECT: [Aviso-Vírus]

Sua caixa postal vivia sempre cheia e isso a mantinha viva. Todos os dias, o webmaster lhe mandava, constantemente, o mesmo comunicado: "Subject: [Aviso-Vírus] Um Vírus foi interceptado na mensagem "Não foi possível enviar sua mensagem" que foi enviada para você". Os dias que chegavam 3 ou 4 dessas mensagens, quase que não cabia em si de tanta felicidade. Quanta proteção e cuidados zelosos o seu provedor lhe dispensava, e isso, verdadeiramente, a emocionava. Chamava o gato siamês, pegava-o no colo e lhe mostrava o mesmo e-mail recebido de outrora, o lia em voz alta, e permanecia horas olhando a mesma mensagem, e lia e relia, até que o gato cansava, dava um pulo e voltava para o velho tapete feito de retalhos ao lado da cama de casal. Ela jamais se casara, mas comprara a cama para esperar o dia da chegada do futuro marido. Havia um roupão extra e uma toalha azul ao lado da sua, ambos sem as iniciais bordadas. Uma escova de dente, a loção de barba e a lâmina de barbear. Ao lado do seu, um chinelo de dedo de tamanho maior. No guarda-roupa, as peças se espremiam no seu lado da porta, e o lado, vizinho de porta, mantinha o espaço livre, vago, para quando ele chegasse, com apenas algumas bolotas de naftalina. Todos os dias punha na mesa, 2 copos, 2 talheres, 2 guardanapos. Lia o jornal sem misturar as partes ou tirá-las do lugar, já que não sabia, ainda, como era a sua preferência, e guardava cada edição. Limpava a casa, cuidadosamente, sentava-se na frente do computador e se não tivesse a nova e tão conhecida mensagem, ficava a reler as antigas, até que uma nova emoção enchia seus olhos de felicidade: "Subject: [Aviso-Vírus] Um Vírus foi interceptado na mensagem "Não foi possível enviar sua mensagem" que foi enviada para você". E pegava o gato no colo, e lia e relia, até que certo dia, enquanto relia a mensagem em voz alta ao bichano algo diferente lhe veio a mente, ""Não foi possível enviar sua mensagem" que foi enviada para você", era ele que tentava enviar-lhe a mensagem, esse tempo todo, e o webmaster não permitia, aquilo não era proteção, era desapropriação, pensou. Ligou e exigiu que tirassem a restrição. "Quem eles pensavam que eram?" Ainda com o gato no colo e antes que esse pulasse no velho tapete de retalhos, como de costume, levou-o até a porta da casa, abriu-a e disse, "vá, talvez ele nem goste de gatos" e fechou a porta. Pôs a mesa, copos para o vinho, a louça reservada para a ocasião especial, acendeu as velas no candelabro e sentou-se a frente do computador a esperar.


 Rabiscado por Decca às 00h15 [] [envie este rabisco]


Querido Diário,...

Ontem, quarta-feira, 16 de junho de 2004, meu dia foi inesquecível,... era um dia especial, dia de estréia de sessão nova em Blog alheio, e fui RABISCAR lá no E TENHO DITO! ,... e foi mais ou menos assim:

Primeiro veio a apresentação de quem coordena as coisas por lá, o Edson:

"Nesta Quarta-feira iniciamos mais uma seção do E Tenho Dito! Um convite especial para uma pessoa especial... Alguém que rabisca como ninguém...
Textos envolventes... às vezes simples... outras um tanto quanto metafóricos... e, por vezes, maliciosos... Não é a toa que este post está recheado de reticências... afinal, Decca e seu RABISCANDO,... usam e abusam nestes artifícios “rabiscais”... Antes de passar a palavra para quem de fato a detém hoje, apenas ressalto que seus textos são de uma escrita tão bela que me pego, em vários momentos, com a sensação de ter vossa autora aqui do meu lado, como que lendo-os para mim com toda sua entonação e emoção... Eis, afinal, os rabiscos:"



Essa é a parte que eu Rabisquei por lá:
A sensação é estranha e ao mesmo tempo sedutora, entenda o meu dilema e todo o frio na barriga que permanece desde agora que escrevo e irá até o dia seguinte dessa edição, dessa minha estréia em blog alheio,... é como transar fora de casa, em outras camas, e "ai de mim, se gostar",... rs*... bem,... fui convidada para estrear o Dou a palavra para... essas "quartas-feiras nobres", no E Tenho Dito!,... e com uma pressão disfarçada de solicitação, pois o editor-chefe é exigente,... rs*,... veio uma sugestão de que eu fizesse uma 'boa propaganda',... o marketeiro é ele, mas lembrei, então, de algumas dicas de que um bom comercial para ter sucesso, necessita de mulher, criança e animais e não necessariamente nessa ordem,... mas não busco sucesso, só estar aqui sentada nessa sala de visita e vendo essa filinha de amigos do E Tenho Dito! se acumulando na porta dos comentários, já me dá uma sensação de borboletas a 'ventarolar' na barriga,... é difícil escrever sob encomenda,... ainda mais que nesse espaço, conhecia somente os bastidores dos comentários e permanecia, desde sempre, sendo coadjuvante, antagonista, expectadora, fã, tiete e "crítica severa" (rs*), e jamais estive na sala principal, como agora... o ponto de vista é outro e exige mais responsabilidade ao percorrer esses corredores mais largos que o RABISCANDO,... me dá uma certa incerteza, me perco em espaços grandes, porque há muita liberdade e nem sempre sei o que fazer com ela, e lá, no RABISCANDO eu sei até onde vão os meus limites, e são os limites da minha imaginação,... aqui, tudo há que ser 'experenciado', mas o 4anfitrião é um bom recebedor, um bom acolhedor e agora já me sinto mais a vontade, já ouço, internamente, a frase: "Seja você! Seja você! Acredite! Acredite!" e mais tranqüila, começo a história que vim contar:

Desde os dois anos ouvia as mesmas recomendações para não falar com estranhos, de que menina precisa ter bons modos, precisa oferecer o que vai comer aos outros, precisa emprestar  seus brinquedos para seus amiguinhos, ajudar a mamãe a manter a casa em ordem, etc., e tinha recém três anos no dia em que espalhara todos os brinquedos pela sala. A mãe, carinhosamente, pediu que guardasse tudo no lugar e arrumasse a bagunça, e tentando fugir da tarefa, perguntou à mãe se ela fazia isso quando criança e a mãe respondeu que sim, que era organizada, que tinha muitos brinquedos, brincava com todos e que sempre guardava tudo, depois de brincar.
 
Seu pai seria a sua única chance de escapar da enfadonha tarefa de guardar e lhe fez a mesma pergunta, o pai disse que não guardava, porque em sua infância,era muito pobre, e não tinha brinquedos para brincar,... a menina correu até a mãe e indagou por que, se tinha tantos brinquedos, não os emprestava para o papai???!!!!!,.... e a mãe explicou, que ela não conhecia o papai e assim não podia emprestar seus brinquedos a ele, e a menina, prontamente perguntou à mãe: "Se não conhecia, como a senhora traz um estranho,... um desconhecido, para morar com a gente?!!"

Pronto,... contei uma história,... e aqui nesse espaço, quem conta uma história ganha um presente, uma emoção que não cabe na gente e um agradecimento que não terá fim. E agora,... tudo já está bem mais tranqüilo,... as borboletas já não 'ventarolam' tanto,... já me sinto mais a vontade,... só não, a ponto de fazer xixi de porta aberta,... isso vai tempo e precisa mais intimidade,....eheheh...
 
"Só me resta dizer que te é devido muito mais do que te pode ser pago" (Macbeth, W. Shakespeare)

Obrigada, Edson, do fundo do coração,... obrigada!

Ahhhhh, querido diário,...
e tem também aquele monte de gente legal que esteve por lá, e rabiscou uns comentários muito legais,...
ai aiiiiiiii,.... terá sido tudo um sonho?


 Rabiscado por Decca às 00h15 [] [envie este rabisco]


E PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE (MAIS) BLOGS

NOSSA! HOJE JÁ É AMANHÃ?!

ENTÃO TEM RABISCANDO LÁ NO "
E TENHO DITO"
COM O EDSON, O TECO E O TICO!

"E PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE (MAIS) BLOGS"
 
É tanta singularidade, verdade, fantasia,
idéias lançadas, poesia!
é,... a danada dessa coisa vicia!
 
Causos, diários, confissões, anomalia,
brincadeiras, piadas, alegria!
é,... a danada dessa coisa vicia!
 
Tanta emoção, amizade, tanta troca, doação, amor e empatia,
direitos, deveres, valores, sintonia!
é,... a danada dessa coisa vicia!
 
Tem também tanto nada, tanta merda e porcaria,
tanta ausência, desprezo, tanta cópia, pirataria!
é,... a danada dessa coisa vicia!
 
"Só por hoje não vou visitar (mais) nenhum. Só por hoje!", covardia
e mais sexo, drogas, sacanagem e cantoria!
é,... a danada dessa coisa vicia!
 
Com uma certa aversão aos paliativos e a alopatia,
a cura é fazer da visita, assim, quase uma companhia,
como doses constantes e diárias de homeopatia.
 
É,... a danada dessa coisa vicia!


 Rabiscado por Decca às 00h57 [] [envie este rabisco]


PENSAMENTOS

 Pensamentos a quarar na estreita réstia de sol

                   vem a chuva

              borra os pnonsemates

              e
               s
                c
                 o
                  r
                   r
                    e 
                     m

             pEneTRaM

               i n f i l t r a m
             i n f i l t r a m
           i n f i l t r a m
         i n f i l t r a m
       i n f i l t r a m
     i n f i l t r a m
   i n f i l t r a m
 i n f i l t r a m
 n f i l t r a m
 f i l t r a m
 i l t r a m
 l t r a m
 t r a m
 r a m
 a m
 m

 se brotará, não sei
 nem todos são semente fecunda.


AMANHÃ, GRANDE DIA! ESTAREI RABISCANDO NO: E TENHO DITO
COM O EDSON, O TECO E O TICO.

 



 Rabiscado por Decca às 12h23 [] [envie este rabisco]


O GRANDE DIA

Fui pedida em casamento aos 6 anos. Já era um relacionamento estável desde os 4, e vínhamos nos conhecendo desde o nosso 1 ano e pouco, ele 1 mês mais experiente que eu, e isso fazia toda a diferença,... talvez venha daí a minha necessidade básica de admirar o homem que está ao meu lado, pois tive um "grande homem" nos meus primórdios. Trocávamos presentes nos aniversários, natais, dias da criança e, principalmente, nos dias dos namorados. Tenho até hoje um dos presentes comigo, uma pulseira de acrílico vermelha, linda, provocante e sedutora. Tiveram outros presentes, dos quais, alguns nem me lembro, ou guardo-os na lembrança das vezes em que decorei vasos com eles e que mantinha-os mesmo quando muito murchos estavam (uma tentativa de durar para sempre?), e outros comi, apetitosos demais que eram para permanecerem embalados em papéis brilhantes (uma tentativa de desfrutar, intensamente, o presente?). Brincávamos juntos, brigávamos muito, até nunca mais nos falar até o minuto seguinte, íamos a pé ou de bicicleta para a escola e quase sempre, gentilmente, carregava a minha pasta. E fomos ouvindo tanto um burburinho do tipo: "isso vai acabar em casamento" que um belo dia, lá nos nossos 6 anos, ele tomou um banho, penteou cuidadosamente os cabelos, esquecendo-se do redemoinho que se formava na parte detrás, colocou um short, uma camiseta, um conga vermelho (ele era pura irreverência) tocou a campainha e sentou-se na grande poltrona igual gente grande, deixando as perninhas suspensas no ar devido ao seu pequeno tamanho (alguns sonhos nos tiram do chão). Meus pais haviam sido comunicados que o pedido seria oficial e já o aguardavam na sala. O momento era solene. De onde eu me posicionava, podia presenciar a reação de todos e minha ansiedade era tamanha. Meu namorado estava na minha frente e acabara de pedir a minha mão em casamento. Meu pai perguntou suas reais intenções para com a sua filha e ele disse: "gosto dela", o que deixou o sogro satisfeito com o genro que acabara de adquirir e disse, então, que fazia gosto da união e que daria o fogão, a geladeira, a sala de visita, a de jantar, e o apartamento e a gente se entreolhava, entre tímidos e felizes pela benção familiar, até que meu pai lançou uma segunda opção de presente para os noivos e essa era irrecusável. Ofereceu uma boneca e um caminhãzinho de plástico, o que foi, imediatamente, aceito e saímos de lá, direto para mais uma brincadeira, ele de caminhãozinho novo e eu com uma linda boneca. Ah! Quantos planos vieram em seguida...
 
 
Pouco tempo depois, o pai do Guga foi transferido para a França e trocamos cartas por 2 longos anos. Quando retornou ao Brasil, aos nove, foram morar em Natal e nossa correspondência continuava em dia até que, sei lá porque, naturalmente, parei de escrever e ele também. Cresci, namorei outros homens e o namorado da vez, estava em missão, há um mês em uma base em Natal, peguei um avião e, apaixonada e saudosa que estava, fui vê-lo. No caminho lembrei do Guga e assim que me instalei no hotel, fuçei até conseguir o telefone que não me dava nenhuma garantia de ser o da residência dele, mas arrisquei. Do outro lado da linha, ouvi: "Alô!... (pausa),... é Guga! Quem fala?",... e numa felicidade tamanha, respondi: "Oi, meu primeiro grande amor,... aqui quem fala, é o seu primeiro grande amor!",.... blefei,.... ele podia sequer se lembrar e eu teria que dar tantas explicações, contar histórias, relembrar.... e eis que respondeu: " Déquiiiiiiiaaaaá!!!"


 Rabiscado por Decca às 11h27 [] [envie este rabisco]


SAUDADE FESTEIRA

A noite foi mal dormida, a cama um improviso, choros e manhas presentes na madrugada toda e a cada vez que acordava, pensava orgulhosa, "essa é parte da rotina (ou da não rotina) de parte da minha família". Curti cada acordada, cada "invasão" no quarto para averiguar se a tia, dormia mesmo no chão ou na pequena cama dos 7 anões, pois ele não sabia que eu não cabia nela,... porque criança cabe em todo lugar e generaliza seu mundo para os "outros mundos", ainda mais uma de 2 anos e 8 meses. Mas para mim, seria necessário ter disponíveis e juntar as camas do Dengoso, a do Atchim e a do Dunga.  As 7HS25, a gritaria lá embaixo era enorme e nem que eu quisesse poderia continuar na cama, e eu não queria, queria curtir cada segundo com meus sobrinhos, a voltagem 220 do Lucca e a calmaria apaixonante do Diego. Levantei, cumprimentei meu pai que transitava no corredor e um minuto depois, ouço: "Lucca, adivinha quem acordou?" e um grito: "A tia Deccaaaaaaaaaaaaaaaa!" e em seguida passos firmes na escada e aquela carinha deliciosa correndo de braços abertos em minha direção com uma saudade festeira que já não cabia nem nele e nem em mim. O pequeno grudou nas minhas pernas com tanta força e passou a escalá-las como um macaquinho ajudado pelas pernas em formas de garras e escorregou, eu abaixei e nova saudade festeira me engoliu com seus braços pequenos, me sufocava como se me colocasse pra dentro de si. Eu sequer tinha tido tempo de ir ao banheiro, escovar os dentes e fazer minha faxina matinal, e ele me aceitava do jeito que eu me apresentava, descabelada, desalinhada, amanhecida e a sua saudade festeira continuava com roladas no colchão, com piruetas, muitas cócegas, boas risadas, e as vezes um novo abraço, um beijo e me dizendo "Quer brincar com o Lucca?". Ah, meu pequeno Mestre dos Magos, que tanto me ensina com toda essa saudade festeira inundada de tamanha espontaneidade.

 

Que se preparem os meus amigos, meus amores, meus amantes (os que não tenho e os que estão por vir), meus parceiros, meus companheiros, meus cúmplices, que de agora em diante vou pular em seus pescoços quando sentir essa saudade festeira não cabendo mais em mim, me agarrar em suas pernas e escalá-las, vou rolar e abanar o rabinho para chamar a atenção e perguntar: "Quer brincar com a Decca?". Chega de forçar um caber em mim, quero é extrapolar, quero a desmesura e a desmensura e vou engoli-los com cada abraço, quando assim sentir vontade e se assustados ficarem, direi: "Assustou-se? É minha saudade festeira, e daí?" (né, Mai?)



 Rabiscado por Decca às 00h01 [] [envie este rabisco]


SOZINHA

Sabia-se no silêncio rouco,
entre tranquila e seduzida,
bastava-lhe a companhia própria.
 
Nesse dia que era de encontros,
os seus, eram consigo, somente
e com os muitos que hospedava na mente.
 
Para a ocasião vestiu um desalinho ligeiramente natural
e sentiu uma excitação pelo que tem e não pelo trazido.
 


 Rabiscado por Decca às 19h30 [] [envie este rabisco]


BEM-ME-QUER, MAU-ME-QUER

Se eu for parte da tua história, você virá um dia

e se eu não for,... o sonho,... este, sempre será meu.



 Rabiscado por Decca às 00h18 [] [envie este rabisco]


LIVROS, TRAÇAS E CRIANÇAS

Ando com uma mania, em verdade, acho que a mania anda comigo. Tudo o que vejo, percebo diferente e faz significado, e se não faz, provoca tanto, até que eu compreenda. Fica lá, espizinhando e chamando a atenção e até os objetos que descansavam na prateleira, tomam vida e comunicam algo que ainda preciso entender, que ainda necessita sentido. E os livros, deixam de ser, simplesmente, e dizem coisas, mesmo quando fechados e distantes e quando nem tudo entendo, e as vezes os esqueço por uns tempos, e vão-se anos, e livros não são para serem esquecidos, aprendi isso desde sempre quando observava os olhos de minha mãe percorrendo atentos as linhas não pautadas e desviando, ora os olhos pra mim, ora aos livros. E daí um dia, eles me batem aos olhos e os abro, e percebo que as traças estiveram por lá, e isso não me entristece,... estranho,... talvez porque me tirem um pouco do peso de tê-los abandonado. Mas os livros me dizem mais, me dizem das inúmeras pequenas crianças que não "leio" mais do que alguns pequenos trocados por mês, e que me tranquilizo porque alguém lembra-se delas,... é, acho que preciso abrir mais meus livros, para que não mais responsabilize tanto ou me apazigue nas traças!
 


 Rabiscado por Decca às 00h15 [] [envie este rabisco]


VÊNUS

PRA CONSTAR,...

 ... um fenômeno que ocorre apenas 4 vezes no século, o próximo ocorrerá em 2012, e não poderá ser visto no Brasil,... pôde ser apreciado em São José dos Campos - São Paulo, cidade onde moro e que foi despertada, hoje pela manhã, por esse belíssimo eclipse, conjunção Sol - Vênus - Terra, e eu dormia,... (francamente!)



 Rabiscado por Decca às 14h52 [] [envie este rabisco]


HIPNOSE NA "NÃO-MÚSICA"

Noite dessas, ainda de bar em bar, alguns amigos e eu fomos para uma saideira onde um outro tocava, e foram várias, mas uma em especial tornou-se, de repente, não-música quando no meio se fez um intermezzo de silêncio. A música fluia e como se faltasse luz, fez-se um silêncio total, de repente e a banda agiu como se nada acontecesse, tomou água, se entreolhou, conversou amenidades, parecia que tocaria outra música e não mais aquela, uma sensação de estranheza e aquele silêncio imperava e ainda mais forte e aquela água tomada por eles era quase ouvida aos meus ouvidos nús.

E assim ficou, até que eles retomassem do mesmo momento, como se nada tivesse acontecido e eu, mantida em hipnose no momento anterior que esse intermezzo provocou-me, fiquei lá parada ouvindo o silêncio e com a sensação de que algo permanecia e me mantinha presa a ele, e quando a música voltou a ser, um alívio, não de fato, mas imediato... e hoje, entendi que para tudo há um começo, um meio e um fim, menos na "não-música", já que resta a sensação de inacabado, de por fazer, de por acontecer. Falta algo que não fecha e que consome, porque te cicla a entender e não encontra fim, apenas meios, sem cantos,... e me lembrei das vezes em que algo acabou quando tudo indicava o contrário,... e me vi em hipnose, presa no inacabado, na "não-música", na não-presença, na não-explicação,... e hoje, que entendi,... sai apertando todas as teclas pause's que outrora apertaram para mim (em mim), e tocaram todas juntas, cada qual em seu acorde, em ritmo, em timbre, em cadência, uma confusão melodiosa e libertária,... e foi bom ouvi-las acabando uma a uma,... e restando o silêncio,... esse doce silêncio que me distancia e aproxima.



 Rabiscado por Decca às 23h58 [] [envie este rabisco]


MEU JOGO DE ADIVINHAR VOCÊ

Escrevi um texto e deixei-o embaixo de uma porta virtual e saí correndo que nem criança que coloca um bilhetinho e corre assustada para não ser descoberta e depois, ávida de respostas, volta,... porque os "culpados sempre voltam ao local do crime" e quando cheguei, surpresa, havia um outro bilhetinho embaixo da pedra grande:

"Gostaria de falar alguma coisa quando tudo é tanto, quando tudo me emociona tanto... Mas não consigo! Melhor deixar agir o mistério das reticências... " (MC)

... e mesmo assim, mais adiante ele comentou e foi além, e interviu, e contextualizou,
e falaram as reticências com seus mistérios,... e falou mais emoção em mim,... e me encantei,...
... ele fez uma espécie de multiplicação dos pães com o bilhete que deixei,... 
fazendo outros,...


P.S.: a mensagem abaixo é o resultado dessa multiplicação dos pães e foi,
literalmente, roubada do BLOG do
 Moacir Caetano,descaradamente, e pior,
"aprendi" no site dele,... o que me redime, um pouco,... rs*

Tem muita coisa boa por lá,... e esse é o meu vale presente:

"VALE UMA VISITA"
retirar aqui


CONVERSA DE DOIDOS

deixe-me ir embora, o "papo tá bom", mas eu ando fazendo muita associação livre e uma coisa puxa outra,... fuiiii (deixando alguns beijos)
Decca | 05/06/2004 18:17


Associações livres
(Moacir Caetano)

Associações livres
Escoriações livres
Ex-corações livres

Dois corações vivos
Dos corações vivo
Decoração viva 

Decca oração viva
Decca, horas são vivas!
Declarações! Viva!


meu jogo de adivinhar você (adorei essa frase, vou usar como título..) MC
(Decca)

P.S. (bem,... já que não tive a sensibilidade de batizar meu próprio poema, ele o fez, divinamente, afinal, era dele, sabia como queria ser tratado)

Reconheço a letra e imagino uma forma
que verte da necessidade do que me emociona.

Caminho um caminho contrário e,
das letras em 'pixels', busco as mãos que dedilham o teclado,
subo um antebraço imaginário e num segundo,
um corpo se ergue estufando-me a mente que mente para alegrar-me
e se faz o que me emociona, presente num contorno sem definição (e precisa?).

Brinco de encaixar a sonoridade de uma voz que desconheço
e que dela fala (cala) em mim,
em uma cadência de rima poética
faz-me bailar em viés, de uma linha em outra e em entrelinhas,
e me amacio no que dali evidencio.

e moacircaetano, finaliza:
"Obrigado por essa conversa de doidos. Como é bom ser maluco nesse mundo quadradinho!"

Amei a Associação Livre,... Amei endoidecer nessa "conversa de doidos",... que bom que o  espaço moacircaetano ,... ao invés de restringir,... liberta! Que bom, você, o que sinto ao lê-lo e que delícia essa multiplicação!


Ontem foi a apresentação da Banda Carolina Sennegal, um sucesso e uma outra delícia estar com os meninos mais uma vez,... e além da presença do tudo de DOM (Muiraquitã), JAHBÁ (Monolito) e M. (Vida Após o Parto), integrantes da banda, tive o prazer de conhecer a blogueira, minha deusa inspiradora, Maíra (Vergonha dos Pés) e o Bill (Monolito) que vieram de São Paulo, especialmente para a apresentação.

Mai,... te vejo antes e sempre, espero, mas com certeza na noite de autógrafos também,...
Bill,... espero que o Pacheco te traga para rabiscar comigo,... rs*

... e aproveitando,.... "eu quero mandar um beijo pra minha mãe, pro meu pai e pra você",.... eheheh,.... (consegui fazer exatamente o que vocês dois, não gostam em blogs, né?,...eheheh,.... )

 



 Rabiscado por Decca às 13h44 [] [envie este rabisco]


VAGINA DENTADA

VAGINA DENTADA

Aproveitando a temática abordada nos últimos posts, penso que o assunto continua sendo bastante pertinente e adequado, mas acho bom que eu arrume logo, um namorado... ou as coisas poderão piorar e muito, ...e posso correr o risco de ter o RABISCANDO, INTERDITADO,... ou CENSURADO,... Posso até imaginar:   RABISCANDO  (rs*)...  Bem, em verdade, dessa vez, será fácil perceber que não fui culpada e que não provoquei e sequer fui atrás da temática "sexo, sexualidade ou qualquer coisa que o valha" e que não se trata de um apelo para aumentar o IBOPE do blog ou ainda de elevar o número de comentários das mensagens,... mas,... (e nesses "desvios", sempre tem um "mas"),... foi algo Conspirado pelo Universo, e com o Universo não posso confrontar...

Veja só, estávamos em uma aula de psicologia, revendo alguns conceitos de Reich para a prova que se aproxima, e o professor contou que, para uma vertente de psicanalistas, alguns homens não conseguem manter a ereção no momento do ato porque, inconscientemente, sentem que seus pênis estão ameaçados de castração. Na infância, teriam acreditado que as meninas também tinham pênis e que eles foram cortados como um "castigo" e temem que ocorra o mesmo com eles. Trata-se de uma imagem psíquica bastante ameaçadora. Na fantasia inconsciente desses homens, o membro pode ser cortado no momento da penetração, como se houvesse ali uma "vagina dentada", esse foi o termo usado, e que por essa razão, a ereção não se mantém para que o ato não se consuma e o homem continue com o pênis preservado (quem tem, tem medo,... rs*).

Como tenho me sentido meio que no "Fantástico Mundo de Bob" , na hora montou-se a imagem da situação e já que considero um sofrimento para o casal, pensei em alguma alternativa para a solução do problema, partindo do princípio que é de fundamental importância que a mulher colabore para tranquilizar o seu parceiro:

  • A mulher não deve contrariar, dizendo ser um absurdo, pois pode ser ainda mais traumático, mas pode induzi-lo a pensar que os tais "dentes", teriam um sistema removível e para não tocar no assunto, é imprescindível que seja deixado um copo com água na cabeceira da cama, ele próprio tirará as conclusões (melhor que o aprendizado parta da própria pessoa);

 IMPORTANTE:

  • O casal deve ter passado pelo menos uma vez por essa situação, caso contrário, o parceiro poderá achar que a mulher usa dentadura, de fato, e daí a necessidade do copo,... pode ser constrangedor;
  • O copo deve ser opaco, para que ele não possa ver se os "dentes" estão lá ou não, afinal de contas "o que os olhos não vêem, o membro não sente";
  • Se o rapaz já souber que apresenta esse problema, é aconselhavel carregar consigo, seu próprio kit para a ocasião e que, completo, incluiria: preservativo, copo opaco e água, por precaução.

Eu avisei que corro o risco de ser interditada,... eheheh


ENSAIO ABERTO. CLIQUE AQUI!!!!  *** ÚLTIMA SEMANA *** (depois só no, vale a pena ler de novo)


 Rabiscado por Decca às 00h46 [] [envie este rabisco]


GOZA, AÍ!

- "Eu vou gozar, agora! Goza, aí! Quero que você goze junto comigo!"
 
 
PÁRA TUDO! A intenção é até positiva e tem um certo companheirismo de, finalmente, ter uma proposta de estarem fazendo algo que leva ao êxtase e "juntos". Mas não é assim que funciona (infelizmente), pois alguns dos aplicativos disponíveis não vieram de fábrica e há certas variáveis presentes naquele instante, naquele dado momento, que desconsideram ordens ou apelos nesse sentido. Mas seria perfeito se tivesse um dispositivo de descarga com um botão funcional escrito em letras garrafais: "GOZAR AGORA", e num software mais sofisticado ainda, a ser adquirido, posteriormente, e que acrescido de um equalizador, possibilitite freqüências e intensidades diferentes. Seria perfeito! Porém, visto que os Homens ainda não inventaram um chip com tais especialidades, já que para isso precisariam, primeiramente, assumir que pouco fazem a respeito e por isso há a existência de uma alta demanda não acolhida, e daí não são feitos investimentos nesse sentido.
 
E o que está implícito no "Goza, aí"? Longe de mim querer fazer qualquer leitura mental, ainda mais em se tratando, no momento, de uma "cabeça" pensante sem neurônios (rs*). Diante disso, penso que o ideal seja analisar pelo caminho da entonação, da lingüística e da semântica. Muitas vezes, a entonação do "goza, aí", é apresentada como uma ordem de comando diretiva e como tal, já que a ordem foi dada e apresenta clareza, deve ser cumprida, nesse caso, a parte do homem foi feita (deu a ordem), cabe a mulher, cumpri-la. Na lingüística, gozar é verbo e verbo é ação, é 'usar', 'possuir', 'aproveitar', 'desfrutar', 'sentir prazer', 'experimentar prazer'. Não há a obrigatoriedade de um "estar junto", tudo isso dá para acontecer no "encontro de um" onde o que toca é uma mão, e não importa a mão que toca, pois se está sozinho e nesse caso, deixa o contexto do texto, que privilegia o "ato", onde há o encontro de dois (no mínimo), e a frase expressa uma mensagem de "faça a sua parte, eu fiz a minha, estou avisando que vai ser bom pra mim, tomara que seja para você, se você se esforçar, conseguirá. Quer um presente? Vou gozar agora, quero que você goze junto comigo. Gozou?". Quanto amor e quanta gentileza cabem nessas frases e retira a responsabilidade do encontro, há ainda a preocupação de saber se ela "gozou", e o que mais há de ser feito? Tudo está compreendido, lá, nas frases ditas. E, finalizando, numa análise semântica, falar: "Goza, aí!", é gozação, não é não?


 Rabiscado por Decca às 02h17 [] [envie este rabisco]


GOZO SEM FUNDO

Nem sempre entendia, mas tinha essa constante mania de gostar sempre e de tudo ter sentido. Quantos dizeres se calaram e deixaram partir quem ela mais queria que permanecesse, ali. Repetidas vezes, com a boca seca e com um desejo que esconde, viu a porta se fechar diante de seus olhos e mesmo assim, fingiu brincar de imagina-lo ao lado e acendia um cigarro após outro, um no outo, sem nunca fumar, numa garantia de "permanecência" de algo dele constante no ar. Sabia ela, que ele voltaria, os outros todos voltaram anos depois, e ele também voltaria, porém naquele (des)encontro que se fez gélido e assim permaneceu, algo mudou. Era chegada, agora, a sua vez. Já havia mais coragem em suas pernas e as mãos, antes trêmulas, guiavam uma escrita fácil, e se antes achava que andava contra-indicada e causando alergias, e lhe era caro o assistir desse ir e vir sem palavras, enquando os gestos, deixados no ar, lhe afirmavam que ficaria, prescreveu:
 
 
parto, agora, sem arremate, sem acabamento qualquer, nada sequer,
só eu e meus trapos humanos, fiapos de mim.
qual é a mão ou a contra-mão da vida
se não me encaixo nalgum lugar?
 
Quero gozar um gozo sem fundo
e nas trilhas que eu cruzar,
gozar no durante e as vezes,
constante.
 

       

 Rabiscado por Decca às 00h40 [] [envie este rabisco]


ESPELHO, ESPELHO MEU

"Espelho, espelho meu! Existe alguém no mundo mais bela do que eu?" e eis que naquele dia, o espelho respondeu algo diferente do que estava acostumada, e revelou existir alguém mais bela.

Dois momentos chamam-me à atenção.

  1. Se a madrasta queria ouvir a mesma resposta, porque repetia a pergunta?
  2. Se Branca de Neve já existia e era conhecida da madrasta e do espelho, então, o que havia de tão especial naquele dia que fizera o espelho responder, diferentemente, do que vinha repetindo há anos?

Quantas vezes nos acostumamos com as "respostas e vem a vida e muda todas as perguntas"? Mas a pergunta era a mesma, mantinha-se igual a todos os outros dias e a vida mudara a resposta, e isso, não foi possível ouvir. Nem sempre é fácil ouvir o que não se espera ou o que não está preparado para a aprendizagem. Talvez o espelho já dissera de outra forma, talvez dera algum sinal de que algo se modificava, embora não tenha sido compreendido.

De novidade, Branca de Neve conhecera o Principe "Cabeça de Tina", que deixa sua fantasia para morar em seus pensamentos, lançando mão da ingenuidade e encontrando o Amor.

Poucos tem sido os encontros com o espelho ou talvez me depare com ele e não o reconheça como tal,... as respostas tem sido bem diferentes, também, das fornecidas anteriormente e algumas não fazem sentido algum,... outras ciclam repetidas vezes, sem que aprenda a lição,...



 Rabiscado por Decca às 08h59 [] [envie este rabisco]


PROCURA-SE NAMORADO

baixa resistência, fraqueza e essa danada da gripe que me tira da rotina e me posta carente,... e daí lembro do dia 12 que se aproxima e de tudo o que gira em torno dessa data de junho, namorado, presente, aconchego, romantismo, ciúme,...sim, "ciúme",... que saudade tenho de alguém implicando com a roupa que vou sair ou com o cara da mesa ao lado que não para de olhar,... isso porque, ultimamente, somente com "ficante" ou "ficado", como algumas preferem chamar, eles não se sentem confortáveis e nem no direito de reclamar de algo ou sentir ciúme,... eheheh,... e mesmo assim, aprendi a rir das minhas mazelas (rs*),... veja só: eu e uma amiga, também sem namorado, conversávamos sobre qual seria a nossa programação para o fatídico 12 de junho (quase tão provocativo e ameaçador, quanto o 11 de setembro).

Nessa época, a escolha do barzinho precisa ser criteriosa, pois a programação romântica impera com propostas de fondue, vinho, lareira, violino e ambas, sozinhas, não se encaixam nessa programação e você, há de convir comigo, é judiação demais, para quem está sozinha, um roteiro como esse, e decidimos que não estamos dispostas a correr esse risco (rs*). 

Daí, ela me conta que comprou uma rifa para uma suíte super-ultra-top-mega-master-power de um MOTEL (afff) da região, na Promoção "Dia dos Namorados", e ela deveria estar ansiosa e feliz com o sorteio, mas, ao contrário, lhe causa angústia. Eu nem me angustio, porque sequer compro esse tipo de rifa, jamais ganhei nada em sorteio, mas esse é o típico sorteio que sou capaz de ganhar,... a tal da Lei de Murphy existe para esses casos, só pra me sacenear e depois, para que eu tenha que dar uma de legal e presentear um casal de amigos com um 'puta' presente desse, só para não perdê-lo (rs*)... então, nem corro o risco, não compro rifas assim. Mas ela comprou e passamos a pensar na possibilidade dela vir a ganhar,... ganhar?, há controvérsias! (rs*),... e uma solução encontrada, para esse caso, foi a de fazermos uma outra rifa, relâmpago, com o prêmio adquirido e com a grana arrecadada, bebermos até esquecer da data ou, uma outra opção, a de fazermos um pacto de silêncio, e irmos juntas receber o prêmio, assistiríamos ao filme, uma sauna, conversaríamos e daríamos boas risadas, e mesmo que a gente não fume, acenderíamos um cigarro, ao final,.... eheheh,... mas perceba que interessante a nossa estratégia de marketing: eu digo à todo mundo que comemorei o dia dos namorados, em um motel, numa suíte super-ultra-top-mega-master-power,... mas não conto com quem, deixo em suspense, assim, tipo,... para as pessoas imaginarem "quem" elas quiserem, entende?!!!!... e ela faz o mesmo,... a situação é de causar inveja em todas as outras que se encontram na mesma situação que a gente (e tem muita gente assim), mas que não foram tão perspicazes quanto nós (eu sou do mau,.... rs*),... e talvez aí se esconda o 'it' da coisa e fique até mais divertido,... talvez não seja tanto o 'fazer', mas sim o que o outro pensa que você fez e a fantasia que ficará perambulando na mente da galera,....eheheh,... óbvio que só não podemos contar que ela foi comigo e eu com ela, porque daí o jogo se reverte contra a gente,....eheheh... 

Ah, e tem também a história com outra amiga, que entra lá no ENSAIO ABERTO (clique aqui) e começa a se corresponder com um dos personagens, o Conrado, um sedutor barato,... e ela me disse, ontem, que está tão carente que o fato dele, só chamá-la de "minha deusa", ela começa a gostar disso e teme se apaixonar,....Detalhe: Conrado é uma personagem que faz parte da Peça Teatral: Meia Calabresa e foi criado por mim,.... (muitos risos*),...

Bem,... como ainda tem alguns dias para o tão sonhado dia 12,... coloco a minha plaquinha e quem sabe, no caso da minha amiga ganhar a rifa, ela decida me presentear com os votos de "boa sorte e seja feliz",....eheheh...



 Rabiscado por Decca às 09h07 [] [envie este rabisco]